Existem certos fatos nos evangelhos fizeram parte da memória comum da comunidade apostólica. Foram acontecimentos marcantes presenciados por muitos, e narrados pelos quatro evangelistas. A primeira grande multiplicação dos pães, por exemplo, é um destes fatos. As respostas evasivas de Pedro
também.
Na noite da prisão de Jesus, o apóstolo já havia sido alertado diante dos outros colegas, que negaria o Mestre na sua hora de angústia. E assim foi feito: Cefas, a pedra, treme e por três vezes nega conhecer a Jesus. Todos souberam disto… os quatro evangelhos relatam este incidente. Até o dia de hoje nos também sabemos.
O capítulo 21 do evangelho de João nos conta o episódio do encontro do mestre com o amigo pescador na praia.
Estavam juntos Simão Pedro, e Tomé, chamado Dídimo, e Natanael, que era de Caná da Galiléia, os filhos de Zebedeu, e outros dois dos seus discípulos.
Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Dizem-lhe eles: Também nós vamos contigo. Foram, e subiram logo para o barco, e naquela noite nada apanharam (v 2-3).
O homem na praia de Tiberíades era um semi-morto, atormentado pela culpa e frustração da irremediável derrota. O Cristo estava vivo… mas a fé do pescador estava talvez perdida nas lembranças de seu momento de vacilo. E agora como encará-lo ? o que alegar ? Neste momento o mar parecia ser a última saída para Pedro.
Aqui há uma fato simples. A frustração nos faz desejar retornar em fuga, às redes da vida pregressa. Faz surgir em nós um estranho desejo de retornar ao Egito, a vida antiga, mesmo que a vida antiga seja um modelo de não-realização. E assim acontece. Os experientes homens do mar, lançam as redes toda a noite sem pescar nada, até que se encontram com o mestre e obedeçem a sua voz. Imagino que para aqueles pescadores, aquele encontro com Jesus foi trouxe uma sensação de “déjà vu”, pois foi num cenário semelhante que os discípulos tiveram seu primeiro encontro com Jesus.
É o encontro com o ressurreto Jesus-homem que resgata o falecido homem-Pedro. Aquela manhã à beira do mar, ao redor da fogueira, regado a refeição que o próprio mestre preparara, transforma o sonho perdido em novo começo.
Para todos nós, eis uma verdade simples : Jesus é o poder que dá sentido ao projeto de vida de nossa humanidade, mesmo quando ele parece traspassada pelo fracasso. Pois n´Ele, o cenário do fracasso será sempre transformado em palco de triunfo.
Abraços,
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Um barco avança pra dentro do mar…
forca irmaos ……
que a paz do nossso senhor jesus cristo esteje convosco para para todo sempre……
sucessos