Quem é seu Inimigo?
Durante a segunda guerra, bombardeiros ingleses realizaram muitas missões na europa. Entretanto a artilharia antiaérea do eixo, formada especialmente pelos famosos canhões de 88mm Flak de longo alcance, era um difícil obstáculo de ser transposto. Nunca fui especialista ou interessado em armas, mas aprecio história. A munição deste tipo de peça de artilharia era perfurante, composta também de uma carga explosiva com alto poder de detonação, causando a destruição do alvo quando atingido.
Ouvi a história (não posso garantir se verídica ou não em todos os seus detalhes) de um piloto que participou de várias destas missões. Imagino que por certo perdeu muitos companheiros. Ele conta que numa certa ocasião, sua aeronave foi atingida, exatamente num dos tanques de combustível, porém o artefato não explodiu. Ele conseguiu trazer a aeronave de volta a sua base na Inglaterra pousando em segurança.
Depois de pousar, pediu ao mecânico que retirasse o projétil do tanque, pois ele gostaria de quardá-lo como souvenir. Para a surpresa do piloto, os mecânicos, acharam não apenas um, mas onze projéteis. Nenhum deles explodiu. Claro, isto intrigou mais ainda o piloto e sua equipe. Decidiram abrir os projéteis, e perceberam que todas as cápsulas estavam vazias. Não havia carga explosiva em nenhuma delas. A única coisa que encontraram dentro de uma delas foi um pequeno bilhete, escrito em tcheco que dizia “Isto é tudo o que posso fazer por vocês agora”.
Não se sabe se aquele era o resultado do trabalho de um soldado solitário nas linhas inimigas, insatisfeito com a posição do seu país no conflito, ou se era o esforço de um aliado infiltrado empenhado em desarmar a munição da artilharia inimiga. O que me salta aos olhos, é que este era um desconhecido tentando fazer alguma coisa. Ele descobriu quem era o seu real inimigo. E nesta descoberta, fez o que esteve ao seu alcance, arriscando a própria vida, salvando assim muitas outras.
Cada um é capaz de extrair a aplicação que desejar deste pequeno relato. Mas quanto a mim, quero hoje fazer o que estiver ao alcance para desarmar este grande aparato de desesperança mundial. Quero identificar e lutar ferozmente contra meu real inimigo, e meu algoz não é igreja ou mortal algum. Meu inimigo é a morte, seus parceiros e servidores.
O que você pode fazer hoje para desarmar o aparato destruidor da morte e desesperança em nossa geração?









acho que o meu maior inimigo
hoje é manter a esperança em
meu próprio coração de que
as coisas que eu faço podem
causar alguma mudança nos que
estão ao meu redor. ótimo texto!
Oi Adriano…saudades de vocês! Há muito não passava aqui, resolvi vir e acabei encontrando mais uma de suas jóias. Obrigado por nos motivar com seus pensamentos e reflexões. Mas as palavras de Elianderson fizeram ver-me no espelho. Tenho lutado pela esperança em meu coração, tenho lutado para ver se é possível realmente as coisas mudarem, e cheguei a uma conclusão: não é meu papel LUTAR, mas desarmar. Tenho vivido acuado sob fogo cruzado, com medo de sair de dentro de casa, com medo de me arriscar em fazer louras como essas, desarmar uma arma inimiga.
Obrigado../
òtimo artigo, mais sabe quem é o nosso principal inimigo? é nós mesmos.
prazer em conhecer mais um blog que fala do amor de Deus.
abraços
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