” …a Timóteo, meu verdadeiro filho na fé: graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor.” II Tm. 1:2
Neste meus anos de vida missionária, muitas vezes ouvi a expressão “filho na fé” de forma particular. Geralmente chamamos de filhos na fé, aqueles que ouviram do evangelho através de nós, aqueles que “ganhamos” para o Senhor. Entretanto, aprendi que na minha jornada missionária, felizmente, eu não estou só em nenhum momento, inclusive quando alguém recebe a Jesus como Salvador através da mensagem que prego. Acredito que a conversão genuína de alguém é um momento fantástico… forças espirituais travam uma batalha de conseqüências eternas. Nesta batalha estão envolvidos não apenas o pregador e o perdido, mas dezenas, algumas vezes centenas de pessoas que participaram direta ou indiretamente deste processo. São as mães que por anos a fio oraram por seus filhos, os vizinhos e amigos que repetidas vezes anunciaram que Jesus é o Salvador, os crentes fiéis que no meio da noite foram acordados subitamente e compelidos a orar por pessoas que nunca conheceram, as milhares de peças de literatura evangelística muitas vezes consideradas perdidas, que chegaram a mãos inesperadas. É a “palavra que não volta vazia” que prospera naquilo para que foi enviada“.
A sensação de ver alguém receber a Jesus com salvador, é maravilhosa. É como ser participante na festa no céu pelo pecador que se arrepende. Todas as vezes é assim. Não sei mais para quantas pessoas já preguei o evangelho até o dia hoje. Mas tenho consciência de que não ganhei nenhum deles, ao mesmo tempo que ganhei a todos. Eu fui (apenas) um dos participantes da grande “conspiração divina” pela redenção de cada um. Neste sentido, eles não são os meus troféus, nem minha “procriação” espiritual. São meus irmãos, nesta grande família que um dia também me recebeu.
Paulo, que também chama de filho a Onésimo, quando chega a Derbe e Listra em sua segunda viagem missionária, encontra-se com este jovem discípulo chamado Timóteo, filho de Eunice, uma judia convertida, e de pai grego (At. 16:1). Sua avó Loide, também serva do Senhor teve forte influência na sua vida (II Tm. 1:5). É provável que Eunice, Loide e Timóteo converteram-se através do ministério de Paulo e Barnabé na sua primeira passagem pelas cidades, quando Timóteo provavelmente devia ser um adolescente. (At. 14:21).
Para o apóstolo, o jovem Timóteo era mais que um convertido, mais que uma estatística. Ele chamava aquele rapaz de seu filho (amado) na fé.
Por favor não me entendam mal. Não estou dizendo que é errado chamar a alguém assim. Tão pouco estou afirmando que Paulo ao chamar Timóteo e Tito de seus verdadeiros filhos na fé, o está fazendo por motivos errados. Todavia estou afirmando que observando o exemplo de Paulo, ser “pai na fé” de alguém é mais do que apenas achar-se “responsável” pela sua conversão.
Nas palavras e exemplo de Paulo, ser pai na fé é instruir em amor (I Tm. 1:18), é ser modelo (II Tm. 1:13), até em reconhecer as limitações (I Tm. 1:15). É instruir sobre a vida nos templos, e também sobre o templo da vida (I Tm 5:23).
Ser pai na fé é ser e desejar estar presente no amor, na atenção e nas orações. É só ter alegria completa na completa alegria do filho (II Tm. 1:3-4), é reconhecer a fé, o dom e a unção na vida do filho, inclusive as coisas que foram aprendidas com outros mestres (II Tm. 1:5). E reconhecer nele o propósito maior da nossa herança em Jesus (v. 9-10).
Dentro de algumas semanas ou quem sabe dias, nascerá quem chamarei de meu verdadeiro filho na fé. O meu melhor amigo, minha maior preocupação, minha mais indefesa alegria, o assunto presente nas minhas orações até o fim dos meus dias. O meu filho. Que Deus me ajude a ser seu verdadeiro pai na fé.




Que lindo Adriano essa sua mensagem! Fiquei emocionada, pois sua palavras expressaram um profundo AMOR. Sei que Heitor veio ao mundo e ganhou pais com um caráter ímpar, além de verdadeiros amigos de Deus…bem fiquei feliz por vcs…quanto as fotos ADOREI! Ele é lindo, e pelas fotos acho que tem os traços do pai, mas como é pequeno não sei diferenciar tanto…bem a felicidade da familia está retratada nesse blog…então que Heitor venha para Fortal nos fazer uma visita..abraços pra mamãe, pro papai e pro Heitor. Até mais fabrícia