Algumas culturas entendem que o valor de uma pessoa está naquilo que faz. Seus sucessos e realizações determinam o respeito e admiração que ela merece. Para estes portanto, o valor deve ser adquirido ao longo da vida a custa de trabalho duro. O indivídio precisa mostar ao mundo que não veio a passeio. Precisa provar que é forte, ágil, inteligente ou capaz.
Já outras culturas entendem que o valor de uma pessoa esta naquilo que ela adquire ou representa: uma família, uma posição religiosa ou uma certa faixa etária. Neste caso, o valor é como uma espécie de “karma”, que pode ser bom ou ruim. O individuo é sempre refém de sua posição. Se ocupa boa posição, perdê-la, significa perder o respeito dos demais e o seu lugar, que será rapidamente ocupado por outro. Se por outro lado é uma posição ruim, tentar deixá-la significa igualmente ser excluído do círculo social.
E no cristianismo, onde está o valor do homem? O que este precisa fazer para ter valor? Nas primeiras páginas da Bíblia, em Genesis, encontra-se a narrativa da criação do homem.
“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.” “(…) E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.“ “(…) E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom;”.
Neste pequeno texto reside um verdade reveladora. Depois de haver criado a humanidade, segundo sua imagem e semelhança, e ter entregue a ela a administração da criação, Deus outorga valor intríseco ao homem. Ele afirma que tudo era muito bom.
A recém criada humanidade não precisou fazer nada para receber de Deus tal avaliação. O homem não precisou nascer em um certo clã ou trabalhar em certa área, ganhando determinado salário. Ele não precisou passar no vestibular ou naquele concurso, ou ainda atingir certa idade.
Nada do que você venha a fazer acrescentará maior valor que o Deus já lhe concedeu. E absolutamente nada do que venha acontecer a você no curso da vida será capaz de reduzir ou roubar isto. O valor da humanidade é concedido em sua criação.
O que isto significa?
Cada ser humano, seja adulto, criança ou com apenas alguns milisegundos de concepção, traz em seu dna este valor, esta marca divina. Nenhum ser humano nascido deixou de possuir o mesmo valor inestimável que o primeiro recebeu no momento de sua criação. Por este prisma a vida passa a ter valor universal, não pelo que faz ou adquire, mas pelo que é em essência. Numa sociedade, este importante fundamento define como esta tratará os seus membros. Cada pessoa é um tesouro precioso. Elas não são párias, alvos ou mesmo “almas perdidas”.
Mas o que acontece quando uma sociedade ignora esta verdade?
Entre outras coisas, o conceito da importância da vida humana torna-se relativo, sujeito às normas da sociedade. Surge a prática do aborto por exemplo, pois se não existe valor na criação, um feto é apenas um feto, não um ser humano. E se por qualquer motivo, seu nascimento representa um risco ao bem estar do círculo social, ele será sumariamente eliminado, impedido de nascer. O mesmo pode se afirmar de certos estudos genéticos que esperam poder usar como material de pesquisa óvulos humanos fecundados, valendo-se até de uma desculpa “nobre”: “Já que estes seriam descartados de qualquer maneira, porque não usá-los em benefício da sociedade?”. A vida torna-se submissa ao bem estar. Não sou contra pesquisas genéticas, mas acredito que estas devem ser sujeitas a vida e não o contrário.
Este último parágrafo abre espaço para questionamentos sobre o tema do fundamentalismo cristão. E antes de seguir nesta série sobre cosmovisão, creio ser importante falar tambem sobre este tema. Mas num próximo post.
Neste meio tempo resolvi anexar uma musica pra embalar a leitura do artigo. “Transformação”, gravado por Jorge Camargo no CD “O Chamado“.
Abraços e até a próxima.
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Isso é tudo que qualquer um - principalmente um vestibulando - quer saber!
Muitas saudades…
Texto lindo, e música tão inspiradora. Um refrigério para a alma. Um abraço.
A Paz, Gostaria de Convidar você a participar da Votação!!
O 1° Concurso de Bandas Gospel Independetes Via Blog CLIP GOSPEL MUSIC
esta na Final e você pode votar e eleger a banda vencedora!! Entre Participe!!
(Do dia 08/03 A 15/03)
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Deus te abençõe
Aí Adriano e Carmem, lindo o texto…
Para mim mostra claramente e de forma linda o valor do ser humano! Ao dizer que o valor do ser humano esta na própria criação, no próprio existir, na imagem de DEUS! amei mesmo! Tb amei a música! Bonita, já ouvi umas 10 vezes…
Abração
FELIZ PÁSCOA
fiquem na Graça
Grande Adriano, cara, gostei do teu blog… Digno de uma grande altarquia como você.
hehehehe
Mas assim cara, sobre o tema. De fato, uma das grandes questões filosóficas (e porque não dizer também teológicas) é primeiro, a questão da vida(sobre sentido de banalização da vida e talz…) e também a bioética (tanto no que diz respeito a definição de concepção de vida, à postura do homm quanto à natureza que o cerca.
Relevante meu amig. Ora, se o homem já banalisa a vida já formada em forma adulta, criança ou idosa, quanto mais um embrião. É de se pensar mesmo.
Adoro Jorge Camargo! Muito massa o som dele!
Abraço cara!