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Quem Somos

Um Pouco sobre nós…

Adriano - Sou baiano natural de Jequié, uma “cosmópole” com cerca de 180.000 habitantes no sudoeste da Bahia. Considero-me uma pessoa bem aventurada. Tive muitas famílias, vários pais, muitas mães, dezenas, isto mesmo, dezenas de irmãos… Explico porque : Sou filho adotado numa família de vinte e tantos outros também adotados. Claro que não convivemos todos juntos. Uns cresciam, casavam, saíam para estudar e morar em outras cidades… eu fui o último a chegar na casa e o último a sair.

Carmen – Nasci em Belo Horizonte, MG, e passei uma boa parte da minha vida por lá. Sou a terceira de quatro irmãos, dois homens, duas mulheres, posso dizer que éramos seis. Hoje somos mais e a tendência é só aumentar… E claro que não posso deixar de mencionar a “grande família”, afinal, como bons mineiros, sempre prezamos pelos encontros familiares, bisavó, avó, tia-avó, tios e tias, primos e primas de diferentes graus… e é sempre uma festa! Lembro-me de morar em outras cidades, acho que até eu completar uns 7 anos, mais ou menos, mudamos de cidade, ou de bairro com uma certa frequencia. Mas sempre gostei de mudanças, gente nova, casa nova, escola nova… mesmo sendo bem “mineira”, desconfiada que só, acabava fazendo amigos. Depois nos estabelecemos em BH e até hoje lá está a nossa casa. Que acho que sempre vai ser “nossa”. Afinal, desde que não moro lá, além de passar minhas férias por lá estamos sempre mandando alguém para usufruir da hospitalidade mineira na casa dos meus pais.

Porque Missões ?

Adriano - Minha primeira recordação sobre missões, vem de uma sala infantil da Escola Dominical. Eu deveria ter 7 ou 8 anos. Naquela manhã leram teatralmente a carta de um missionário chamado Gunther Carlos Kriegger. Saí da sala com o coração encantado com o que havia ouvido, e decidido a fazer da minha vida algo tão empolgante quanto. Mas claro que os anos passaram e minha visão poética de missões foi se transformando. O que para os meus ouvidos de menino era empolgante, ganhou nuances aterradoras. Passei a achar que este negócio de missões não seria prá mim.
Vivi uma adolescência “conturbadamente normal…” entendem o que quero dizer ? Fui um adolescente ativista como qualquer outro… na escola envolvido em movimento estudantil, na igreja em qualquer atividade fora do comum . Nesta época, perdi os meus pais adotivos já idosos, que adoeceram e vieram a falecer num breve período de tempo. Morei e estudei em várias cidades, tive muitos endereços. Fui “adotado” por outros que me acolheram naqueles anos difíceis. Pessoas como Sergio e Midiã Machado que eram meus líderes na União de Adolescentes, e me receberam como filho por um breve mas precioso período de Tempo. Jailson e Rose Miranda, da mesma forma…Outra destas pessoas foi o meu pastor, Pr. Jess, que me recebeu, e além de educar os seus filhos adolescentes, ainda me apoiou. Hoje o considero meu pai, sua família minha, e seus filhos meus irmãos.
Missões voltou a tona na minha vida quando menos esperava. Estava vivendo aqueles anos difíceis, cheio de questionamentos, sentindo uma necessidade imensa de aproximar-me de Deus e viver uma vida integral, não de meios valores. Ao mesmo tempo, não tinha a menor idéia de como fazê-lo. No meio deste redemoinho, fui a um Congresso de Juventude numa cidade no interior da Bahia. O ano era 1990. Confesso que apenas ouvi o sermão pela metade, pois estava conversando com alguns amigos. Tudo aconteceu quando eles se afastaram par fazer alguma coisa, e eu fiquei só. Ali, só eu e Deus. E assim tudo começou. Deus falou profundamente comigo naqueles dez minutos finais de mensagem como nunca havia experimentado antes. Voltei daquele congresso com o coração cheio de expectativa de entregar a Deus a minha juventude, servindo-o em Missões. Desde então é isto que tenho feito. Depois daqueles dias comecei a ajudar num projeto de implantação de Igrejas, depois fui trabalhar como Executivo da Juventude Batista de meu estado e finalmente filiei-me a uma agência Missionária, a JOCUM, onde tenho servido desde então.

Carmen – Fui criada num lar evangélico, e hoje sei que isso foi um grande privilégio. Meus pais, Eli e Alba, sempre foram muito envolvidos no trabalho com a igreja, independente de onde estivéssemos. Minha mãe, sempre preocupada com os filhos, estava sempre correndo atrás de novidades, até que, junto com algumas amigas, e, é claro, o apoio total do meu pai, começaram uma sociedade de crianças na igreja, algo que, há 15 anos, não era muito comum… E a gente ia crescendo, e aí apareeu uma outra novidade. Vou contar da forma que me lembro: um rapaz apareceu na igreja divulgando um trabalho de férias para crianças e adolescentes, o mês todo. Na verdade não prestei muita atenção, mas lembro do meu pai conversando com ele depois do culto. E depois me lembro de começar a fazer as malas para ir, iríamos todos, como família, para este trabalho que depois descobri era King’s Kids, a Turma do Rei, um dos ministérios da JOCUM. Eu não sabia o que era exatamente, tinha algo de evangelismo, dança, acampamento. Só sei que fomos e no ano seguinte fomos de novo, e de novo, e de novo… e já não íamos todos juntos, mas quem podia, ia, férias de janeiro e julho. E este foi um período marcante para mim.
Depois que participamos de King’s Kids pela primeira vez conhecemos muitos missionários que se tornaram nossos amigos e traziam outros para falar na igreja. Missões se tornou algo muito real para mim. E lá dentro do meu coração algo me dizia que isso tinha muito a ver comigo. Hoje meus pais continuam envolvidos com os trabalhos na igreja e também com King’s Kids, na medida do possível. E eu, segui aquele desejo que foi plantado no meu coração, trabalhando de tempo integral nesta oranigzação, JOCUM, incentivando outras crianças e adolescentes a deixarem suas vidas totalmente nas mãos de Deus.

O encontro

Nos conhecemos trabalhando na JOCUM em Fortaleza. A missão estava organizando uma reunião da equipe de Liderança Global em Fortaleza e resolveu aproveitar a oportunidade para realizar um grande esforço evangelístico chamado Operação Janela Fortaleza. Adriano foi convidado para vir trabalhar com comunicação e Carmen veio trabalhar com grupos da rede King´s Kids. Acabamos trabalhando juntos em alguns acampamentos de fim de semana, depois namoramos, noivamos e casamos… =) Hoje continuamos trabalhando juntos tanto em KK como em GENESIS.

O que Fazemos ?

Adriano – Minha área é comunicação. Gosto de lidar com idéias, e projetos pioneiros. Acredito que comunicação é uma ferramenta chave pra alcançar esta última parcela da grande comissão que ainda nos resta.
Trabalho num ministério chamado G.E.N.E.S.I.S. que é o Acrônimo de Global Eletronic Network Educating Serving and Inspiring Students – ou Rede Eletrônica Global Educando Servindo e Inspirando Estudantes. Através deste ministério servimos a Universidade das Nações proporcionando soluções tecnológicas para interligar localidades isoladas através de videoconferências.

Carmen – Trabalho com crianças e adolescentes. Acredito que investir na nova geração é a chave para discipular as nações. Crianças e adolescentes não são apenas o futuro do país, eles são o hoje e hoje podem fazer grande diferença se souberem usar seu potencial para o Reino de Deus. Trabalho com King’s Kids, a Turma do Rei, um ministério da JOCUM que tem a visão de levar crianças, adolescentes, jovens e famílias a conhecer a Deus e fazê-lo conhecido através de dança, teatro, esporte, e todas as novidades que envolvem a nova geração hoje.