Desproporcional
Tenho acompanhado diariamente as notícias do conflito na Faixa de Gaza. Não apenas as notícias da mídia tradicional mas também os lampejos humanitários de meus companheiros blogueiros. “Massacre em Gaza”, “”Israel pode ter cometido crime de guerra”, ” Reação israelense é desproporcional”, e tantos outras chamadas-denúncia passaram pelo meu leitor de RSS nos últimos dias.
Este conflito de reais proporções maiores, não começou agora. O Hamas tem repetidamente disparado morteiros e foguetes contra cidades Israelenses a partir da Faixa de Gaza nos últimos 08 anos. Enquanto Israel constrói abrigos para proteção do seu povo, o Hamas propositadamente instala suas bases improvisadas de lançamento dentro de escolas e prédios civis, apenas para usar seus próprios irmãos mulheres e crianças como escudo humano.
Acredito que assim como o povo de Israel tem direito a uma terra que possa chamar de sua, o povo palestino também. Mas o que vejo é que o Hamas não deseja uma terra sua, mas sim a aniquilação do estado hebreu. Eles não vivem para estabelecer sua habitação, mas sim para eliminar Israel. Uma luta fundamentada nestas premissas não tem vida longa.
Por fim, concordo que a ofensiva militar é muito maior do que a capacidade de resposta do Hamas. Lamento a triste morte de tantos, e muito inocentes. Mas pergunto-me o que seria uma resposta “proporcional” de Isreal. Uma briga de morteiros de um lado para o outro? Troca de homens-bomba? Seria esta uma resposta a altura, proporcional?
É uma ignorância desproporcional escrever e julgar sobre tais variáveis sem conhecer a realidade do conflito.
Daqui, oro para que haja salam em Gaza, e shalom em Israel. Mas “não como o mundo dá”.









Meu querido, apesar de ter entendido a essência do que quis dizer, me parece que sua condição de “neutro” se dissolve em algumas afirmações. Uma delas é chamar este povo existente nas terras da palestina de “hebreu”. Esuqeça o Israel bíblico, ele tem pouca ou nenhuma relção com o Israel dcontemporâneo. Outra (para citar só duas)foi seu quetionamento a respeito do que seria uma resposta proporcional. Esse racicíneo lógico parece aquele que diz que se o cream cracker é um biscoito de agua e sal logo o mar é um grande cream cracker. Dizer que o ataque é desproporcional não me parece significar que um ataque proporcional seria “mais justo” ou “honesto”, apenas (se é que cabe o adverbio) que a desproporcionalidade é mais uma das atrocidades desta guerra. Nada, absolutamente nada, justifica a guerra!
Bruno,
Obrigado pelo comentário.
Se você entendeu a essência do que disse, deve ter percebido que não pretendo em nenhuma instância ser “neutro”. Não apoio a causa do Hamas, haja visto as razões descritas acima, sem que isto automaticamente me transforme num apoiador incondicional dos métodos do exército israelense e das mazelas da guerra. Neste específico caso, o Hamas é o agressor não apenas de Israel, mas do seu próprio povo. No dia em que a causa deles tornar-se pelo estabelecimento pacífico de uma Nação soberana e não a extinção pura e simples de outra, terão o meu apoio.
Esquecer o Israel Bíblico é um conselho interessante. Talvez você tenha então alguma informação da qual não estou a par. Obviamente o Israel político de 1050 a.C. não é o mesmo de nossos dias. Todavia não vejo porque não possa chamar o atual estado de Israel de “hebreu” já que as etnias em questão são as mesmas. Ou não? Do contrário, explique-me por favor a origem desta animosidade. Ela surgiu de 1967 prá cá? =)
Sobre a lógica desproporcional do creamcracker, antes que eu diga qualquer outra coisa, talvez você possa me explicar também o que um pais deveria fazer face a uma ameaça como a que enfrenta Israel. Justificar e explicar são mundos a parte. Na vida real, as guerras embora não sejam justificáveis, acontecem e você torna-se vítima delas. Aconteceram e acontecerão. Por exemplo, só estamos aqui hoje porque nossos bisavós lutaram contra o eixo. Como seria o mundo se o Nazismo de Hitler tivesse vencido? Escrever vereditos baseando-se no que diz a mídia, sem nunca ter pisado em solo palestino é muito fácil, não?
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