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Suiça diz não a construção de Novos Minaretes

24 janeiro 2010 29 Cliques No Comment

No fim do ultimo ano, um plebiscito na Suíça revelou um resultado surpreendente: O povo suíço disse não a construção de novos minaretes muçulmanos no país. Minarete é o nome da alta torre quem compõe uma mesquita muçulmana. Em países muçulmanos, os minaretes são marcos simbólicos da presença muçulmana, de delimitação de território e é de onde o almuadem anuncia as cinco chamadas diárias à oração. Em todo o país existem apenas quatro. O resultado é surpreendente por várias razões: Primeiro porque confirma as suspeitas de que o processo de Islamização do continente Europeu não é tão iminente como alegam certos estudiosos.

Segundo porque o velho continente secularizado, conhecido pelo seu discurso de tolerância,  especialmente devido aos acontecimentos do último século, dá mostras de que ainda existem redutos de resistência ao pensamento comum. Claro, a decisão provocou reações no mundo todo. Repentinamente o desejo democrático de um povo foi facilmente transformado em discriminação. O acusadores contudo, não parecem se preocupar com o fato de que em estados regidos pela Sharia,  é proibida a construção de  igrejas cristãs, com ou sem torre.  Já do lado de cá,  é bom que se diga, o plebiscito não proíbe culto, ou mesmo a construção de novas mesquitas, mas apenas limita a edificação das torres.

As predições da ruína do cristianismo na europa existem a séculos. Em 1700, Thomas Woolston afirmou que até  1900 a cristandade haveria desaparecido. Um século depois Auguste Comte proclamou que havia chegado o fim da “Estado Teológico” da humanidade. Marx e Engels viam religião, especialmente o cristianismo, como um sintoma do capitalismo a ser curado pelo socialismo. E mais ultimamente certos grupos e até o ditador Líbio, Kadafi, afirmaram que o continente encontra-se no limite demográfico de tornar-se uma terra domindada pelo Islã, a “Eurábia”.  Não é necessário que diga o que aconteceu com as predições de todos os anteriores.

Jeff Fountain, diretor da JOCUM na Europa, em seu livro, Hope for Europe, afirma que muito embora as taxas de natalidade na europa cristã sejam baixíssimas e diametralmente superiores entre os imigrantes, curiosamente estatísticas da OMT mostram que 50% de toda imigração na europa é cristã. Do restante apenas 30% são de origem muçulmana e destes apenas 3% declaradamente fundamentalístas.  Este números revelam um quadro diferente. É sim, uma possibilidade real que em alguns anos a europa torne-se um continente de imigrantes em sua maioria. Mas é pouco provável que esta maioria deixe um modelo monoteísta por outro modelo monoteísta. A medida que distancia-se  de Deus, depois de décadas de secularização, seria mais provável que a sociedade se inclinasse os chamados modelos espiritualistas, ou sem religião,  mais próximos das raízes pagãs da Europa pré-cristianismo. De fato, este grupos, estão em terceiro lugar em taxas de crescimento no continente, perdendo apenas em números para o Islã e a fé Cristã.

Acredito que debaixo da capa de esfriamento e secularização ainda existe um europa dormente, pronta para ser desperta a sua antiga vocação de proclamadora do evangelho. Lembre-se disto em suas orações.

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