Este é a memória mais antiga que tenho dele. De fato, não me lembro de ter conhecido homem mais manso. Sim, manso no sentido mais apropriado da palavra, pois nunca o ví como alguém passivo. Alguma vezes presenciei-o compartilhando seus pontos de vista sobre certas situações de forma contundente e desafiadora.
Mesmo tendo declinado ao seu convite de trabalhar com KK em nosso primeiro encontro, devo muito ao seu ministério. Ele foi de várias maneiras responsável pelo envolvimento de Carmen com missões, seja através das campanhas de King’s Kids, ou ainda tendo recomendado a Ela que fosse tabalhar em Fortaleza em 1998. E vejam só, foi lá que nos conhecemos e nossas vidas mudaram de rumo. De lá prá cá estivemos juntos, Carmen e Eu em várias campanhas e acampamentos e eu descobri quão apaixonante é a visão do ministério.
A última lembrança que tenho dele é de um abraço de despedida em Belo Horizonte, alguns dias antes de viajarmos. Tomamos café com pão de queijo, e rimos das coisas boas da vida. Falamos sobre o futuro, ele disse que estava pra celebrar os seus 25 anos de vida missionária. Moisés sofreu um acidente de automóvel na manhã do dia de nossa viagem, um dia depois de sua festa de 25 anos ministério. Veio a falecer alguns dias depois.
Ouvi alguém dizer que a medida que os anos vão passando, o céu torna-se ainda mais interessante para quem almeja a eternidade. Não estou falando de ter vontade de morrer, mas de repentinamente perceber que a comunidade que aguarda o reencontro torna-se cada dia maior na outra margem do rio. Mas enquanto o reencontro não vem, oro e convido você a trabalhar comigo, para que esta geração revele outros homens como Moises Neves, mansos, íntegros e comprometidos com a estabelecimento do Reino de Deus na terra.



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