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	<title>Jocumeiros</title>
	
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	<description>Nossa Familia em Missões</description>
	<pubDate>Tue, 21 Oct 2008 17:07:43 +0000</pubDate>
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		<title>Quem é seu Inimigo?</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Oct 2008 12:32:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>

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		<category><![CDATA[Segunda Guerra]]></category>

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		<description><![CDATA[O que você pode fazer hoje para desarmar o aparato destruidor da morte e desesperança em nossa geração?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Durante a segunda guerra, bombardeiros ingleses realizaram muitas missões na europa. Entretanto a artilharia antiaérea do eixo, formada especialmente pelos famosos canhões de 88mm Flak de longo alcance, era um difícil obstáculo de ser transposto. Nunca fui especialista ou interessado em armas, mas aprecio história. A munição deste tipo de peça de artilharia era perfurante, composta também de uma carga explosiva com alto poder de detonação, causando a destruição do alvo quando atingido.</p>
<p style="text-align: justify;">Ouvi a história (não posso garantir se verídica ou não em todos os seus detalhes) de um piloto que participou de várias destas missões. Imagino que por certo perdeu muitos companheiros. Ele conta  que numa certa ocasião, sua aeronave foi atingida, exatamente num dos tanques de combustível, porém o artefato não explodiu. Ele conseguiu trazer a aeronave de volta a sua base na Inglaterra pousando em segurança.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de pousar, pediu ao mecânico que retirasse o projétil do tanque, pois ele gostaria de quardá-lo como souvenir. Para a surpresa do piloto, os mecânicos, acharam não apenas um, mas onze projéteis. Nenhum deles explodiu. Claro, isto intrigou mais ainda o piloto e sua equipe. Decidiram abrir os projéteis, e perceberam que todas as cápsulas estavam vazias. Não havia carga explosiva em nenhuma delas. A única coisa que encontraram dentro de uma delas foi um pequeno bilhete, escrito em tcheco que dizia &#8220;Isto é tudo o que posso fazer por vocês agora&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Não se sabe se aquele era o resultado do trabalho de um soldado solitário nas linhas inimigas, insatisfeito com a posição do seu país no conflito, ou se era o esforço de um aliado infiltrado empenhado em desarmar a munição da artilharia inimiga. O que me salta aos olhos, é que este era um desconhecido tentando fazer alguma coisa. Ele descobriu quem era o seu real inimigo. E nesta descoberta, fez o que esteve ao seu alcance, arriscando a própria vida, salvando assim muitas outras.</p>
<p>Cada um é capaz de extrair a aplicação que desejar deste pequeno relato. Mas quanto a mim, quero hoje fazer o que estiver ao alcance para desarmar este grande aparato de desesperança mundial. Quero identificar e lutar ferozmente contra meu real inimigo, e meu algoz não é igreja ou mortal algum. Meu inimigo é a morte, seus parceiros e servidores.</p>
<p>O que você pode fazer hoje para desarmar o aparato destruidor da morte e desesperança em nossa geração?</p>
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		<title>Quatro, quase sete</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 14:20:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[GENESIS]]></category>

		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

		<category><![CDATA[Escola Genesis]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sei se você ja esteve numa sala de aula onde cada aluno vem de um pais diferente. Onde os professores também vem de países diferentes. E a equipe facilitadora também é formada por pessoas de nações diferentes. Pois bem. A Escola GENESIS que estamos liderando agora tem até o momento 4 alunos.  São respectivamente de Uganda,  Coréia do Sul, Suíça e África do Sul. Ainda existe a possibilidade de mais um alunos do Norte da África juntar-se ao grupo. Seu caso depende apenas do visto de entrada. Somos quatro, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Não sei se você ja esteve numa sala de aula onde cada aluno vem de um pais diferente. Onde os professores também vem de países diferentes. E a equipe facilitadora também é formada por pessoas de nações diferentes. Pois bem. A Escola GENESIS que estamos liderando agora tem até o momento 4 alunos.  São respectivamente de Uganda,  Coréia do Sul, Suíça e África do Sul. Ainda existe a possibilidade de mais um alunos do Norte da África juntar-se ao grupo. Seu caso depende apenas do visto de entrada. Somos quatro, talvez cinco num total de sete incluindo os obreiros</p>
<p style="text-align: justify;">Além disto, somos três brasileiros, Carmen e Eu + o Heitor (claro que ele também conta), e um outro obreiro natural de Barbados no Caribe. Cada comentário na sala vem carregado num sotaque diferente, cada perspectiva por um prisma cultural diferente. Uma experiência extremamente rica tanto para nós que estamos envolvidos na organização do programa da escola, quanto para os alunos participantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Estamos na quarta semana da escola, e ja tivemos aulas com várias pessoas, entre elas Joe Portale, pioneiro no ministério entre os países francofonos na África ocidental, e Paul Hawkins, antigo deão da faculdade de Educação da Universidade das Nações. Proxima semana, teremos Tom Bloomer,  membro do Team 4 que forma a presidência internacional da Universidade e seu atual reitor. Ele falará sobre Liderança de Transformação e o papel da UofN no trabalho de Discipular todas as Nações.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disto todos os dias passamos horas dissecando os pormenores do uso de videoconferência no ensino a distância e suas aplicações em missões. Estudamos os elementos fundamentais que devem formar uma sala de aula eletrônica,  maximizando o potencial de aprendizado, procurando entender o que a Bíblia tem a dizer sobre educação. Sem dúvida uma jornada de descoberta e conhecimento.</p>
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		<title>Tesouros no Porão</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Oct 2008 21:09:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Midia]]></category>

		<category><![CDATA[Missões]]></category>

		<category><![CDATA[John Stott]]></category>

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		<description><![CDATA[Porões são lugares escuros, e empoeirados, repletos de segredos escondidos do passado. Quando criança, gostava de remexer nas caixas e prateleiras dos porões de minha antiga casa, um casarão na realidade que hoje já não existe mais. Meus olhos brilhavam a cada descoberta. Fotos, máquinas, coisas antigas&#8230; tanta história, tanto significado.
Alguns velhos hábitos nunca desaparecem por completo&#8230; =) Enquanto arrumava algumas caixas nos porões daqui do prédio onde funciona o escritório da missão, achei uma fita k7 com a gravação de uma palestra de John Stott durante o congresso Urbana ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Porões são lugares escuros, e empoeirados, repletos de segredos escondidos do passado. Quando criança, gostava de remexer nas caixas e prateleiras dos porões de minha antiga casa, um casarão na realidade que hoje já não existe mais. Meus olhos brilhavam a cada descoberta. Fotos, máquinas, coisas antigas&#8230; tanta história, tanto significado.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns velhos hábitos nunca desaparecem por completo&#8230; =) Enquanto arrumava algumas caixas nos porões daqui do prédio onde funciona o escritório da missão, achei uma fita k7 com a gravação de uma palestra de John Stott durante o congresso <strong>Urbana 76</strong> promovido pela Intervarsity. Eu só conheço Stott pela sua produção literária.  Que oportunidade fantástica foi poder ouvir a sua voz nesta gravação antiga.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta conferência aconteceu nos Estados Unidos em 1976, quando eu ainda usava fraldas. Além do próprio Stott, reuniu gente como Billy Graham, Festo Kivengere (Evangelista queniano e membro do comitê  Executivo do Congresso de Lausanne), Samuel T. Kamaleson (na época vice-presidente da Visão mundial e pastor em Madras-India), Elisabeth Elliot Leitch, (muitos anos missionária entre os <em>Quechuas</em> no Equador  e viúva de Jim Eliot) e outros líderes mundiais comprometidos com a obra da evangelização, discutindo sobre o tema &#8220;Declare a Sua glória entre as nações&#8221;. Reuniu 17112 participantes, um número impressionante principalmente quando vivemos numa geração onde reunir mais de 2000 participantes numa conferência sobre missões já pode ser considerado um ato sobrenatural. Geralmente o assunto da conferência precisa ser <em>outro</em> para atrair audiência.</p>
<p style="text-align: justify;">A fita que achei é apenas a primeira das quatro palestras proferidas por Stott na conferência. Entitula-se o <strong>&#8220;Deus vivo é um Deus Missionário&#8221;</strong>. As palestras compõem uma exposição sobre A base Bíblica de Missões.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de uma rápida captura e digitalização do áudio, usando o <a title="Audacity" href="http://audacity.sourceforge.net/download/" target="_blank">Audacity</a>,  claro desejo compartilhar esta pérola com alguns de vocês. Em meus sonhos, acho que não terei problema com copyrights já que o conteúdo da fita não esta a venda em lugar nenhum, mas caso alguém ai sinta-se ofendido por favor me avise.</p>
<p style="text-align: justify;">No site da <a href="http://www.urbana.org/" target="_blank">Urbana</a>, achei a <a href="http://www.urbana.org/_articles.cfm?RecordId=826" target="_blank">transcrição da mensagem</a>, que acredito pode dar uma ajudinha aos que não estão habituados ao sotaque. Quem sabe também alguem se interessa em traduzir. Ouça e aproveite.</p>
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		<itunes:subtitle>Porotilde;es satilde;o lugares escuros, e empoeirados, repletos de segredos escondidos do passado. Quando crianccedil;a, gostava de remexer nas caixas e prateleiras dos porotilde;es de minha ...</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Porotilde;es satilde;o lugares escuros, e empoeirados, repletos de segredos escondidos do passado. Quando crianccedil;a, gostava de remexer nas caixas e prateleiras dos porotilde;es de minha antiga casa, um casaratilde;o na realidade que hoje jaacute; natilde;o existe mais. Meus olhos brilhavam a cada descoberta. Fotos, maacute;quinas, coisas antigas... tanta histoacute;ria, tanto significado.
Alguns velhos haacute;bitos nunca desaparecem por completo... =) Enquanto arrumava algumas caixas nos porotilde;es daqui do preacute;dio onde funciona o escritoacute;rio da missatilde;o, achei uma fita k7 com a gravaccedil;atilde;o de uma palestra de John Stott durante o congresso Urbana 76 promovido pela Intervarsity. Eu soacute; conheccedil;o Stott pela sua produccedil;atilde;o literaacute;ria.nbsp; Que oportunidade fantaacute;stica foi poder ouvir a sua voz nesta gravaccedil;atilde;o antiga.
Esta conferecirc;ncia aconteceu nos Estados Unidos em 1976, quando eu ainda usava fraldas. Aleacute;m do proacute;prio Stott, reuniu gente como Billy Graham, Festo Kivengere (Evangelista queniano e membro do comitecirc;nbsp; Executivo do Congresso de Lausanne), Samuel T. Kamaleson (na eacute;poca vice-presidente da Visatilde;o mundial e pastor em Madras-India), Elisabeth Elliot Leitch, (muitos anos missionaacute;ria entre os Quechuas no Equador  e viuacute;va de Jim Eliot) e outros liacute;deres mundiais comprometidos com a obra da evangelizaccedil;atilde;o, discutindo sobre o tema "Declare a Sua gloacute;ria entre as naccedil;otilde;es". Reuniu 17112 participantes, um nuacute;mero impressionante principalmente quando vivemos numa geraccedil;atilde;o onde reunir mais de 2000 participantes numa conferecirc;ncia sobre missotilde;es jaacute; pode ser considerado um ato sobrenatural. Geralmente o assunto da conferecirc;ncia precisa ser outro para atrair audiecirc;ncia.
A fita que achei eacute; apenas a primeira das quatro palestras proferidas por Stott na conferecirc;ncia. Entitula-se o "Deus vivo eacute; um Deus Missionaacute;rio". As palestras compotilde;em uma exposiccedil;atilde;o sobre A base Biacute;blica de Missotilde;es.
Depois de uma raacute;pida captura e digitalizaccedil;atilde;o do aacute;udio, usando o Audacity,nbsp; claro desejo compartilhar esta peacute;rola com alguns de vocecirc;s. Em meus sonhos, acho que natilde;o terei problema com copyrights jaacute; que o conteuacute;do da fita natilde;o esta a venda em lugar nenhum, mas caso algueacute;m ai sinta-se ofendido por favor me avise.
No site da Urbana, achei a transcriccedil;atilde;o da mensagem, que acredito pode dar uma ajudinha aos que natilde;o estatilde;o habituados ao sotaque. Quem sabe tambeacute;m alguem se interessa em traduzir. Ouccedil;a e aproveite.</itunes:summary>
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		<title>Botros e a Mídia</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Sep 2008 11:58:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Missões]]></category>

		<category><![CDATA[Não Alcançados]]></category>

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		<description><![CDATA[Nestas últimas semanas na blogosfera acompanhei alguns artigos sobre evangelismo. O Thiago escreveu uma série sobre o assunto, o  Renê e o Luis Fernando, andam falando sobre isto também. Eu recomendo a leitura dos respectivos posts, e que  depois de ler você tire as suas próprias conclusões.
O mesmo tempo em que aqui do meu leitor de rss acompanhava o pensamento destes amigos, esbarrei com um artigo de certa forma pertinente ao tema, sobre Zakaria Botros no blog de Joel Rosemberg. Resolvi traduzir e adaptar uma parte do texto  aqui no ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Nestas últimas semanas na blogosfera acompanhei alguns artigos sobre <strong>evangelismo</strong>. O <a class="snap_shots" title="Livraria do Thiago" href="http://livrariadothiago.com/" target="_blank">Thiago</a> escreveu uma série sobre o assunto, o  <a class="snap_shots" title="Papo de Teólogo" href="http://papodeteologo.gospelmais.com.br/evangelismo-na-tv-ate-onde-isso-e-sincero/" target="_blank">Renê</a> e o <a class="snap_shots" title="I Stand For Him" href="http://istandforhim.blogspot.com/" target="_blank">Luis Fernando</a>, andam falando sobre isto também. Eu recomendo a leitura dos respectivos posts, e que  depois de ler você tire as suas próprias conclusões.</p>
<p style="text-align: justify;">O mesmo tempo em que aqui do meu leitor de rss acompanhava o pensamento destes amigos, esbarrei com um artigo de certa forma pertinente ao tema, sobre Zakaria Botros no blog de <a class="snap_shots" title="Joel Rosenberg" href="http://flashtrafficblog.wordpress.com/2008/09/09/exclusive-al-qaeda-targets-arab-evangelist-operating-in-us-for-preaching-the-gospel-to-muslims/" target="_blank">Joel Rosemberg</a>. Resolvi traduzir e adaptar uma parte do texto  aqui no blog.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Por Joel Rosenberg<br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;">Você provavelmente nunca ouviu falar do <strong>Padre Zakaria Botros</strong>. Ele é um egípcio, sacerdote da Igreja Cóptica (da qual, muitos de vocês também nunca ouviram falar), que atualmente vive em algum lugar dos Estados Unidos. É hoje de longe o evangelista árabe mais ouvido, mais eficiente em alcançar o mundo  muçulmano, e da mesma forma o mais controverso.</p>
<p style="text-align: justify;">De lá apresenta um <a class="snap_shots" href="http://www.cbn.com/cbnnews/35307.aspx" target="_blank">programa de 90 minutos</a>, que usa a receita de sempre. Ele prega, ensina e responde a perguntas de ouvintes (<a class="snap_shots" href="http://br.youtube.com/watch?v=19FU7Yyx4D4&amp;feature=related" target="_blank">muitas vezes irritados</a>) do mundo todo. Em suas mensagens Botros <a class="snap_shots" href="http://br.youtube.com/watch?v=4HXX2fO8pM4" target="_blank">desafia os ensinamentos e afirmações de Maomé</a>, sistematicamente  desconstruindo a sua vida, história por história, apontado as imperfeições e o comportamento pecaminoso do profeta. Também de maneira cuidadosa, ele usa o Corão apontando <a class="snap_shots" href="http://br.youtube.com/watch?v=XYRxrE3-F8U&amp;feature=related" target="_blank">contradições e inconsistências verso por verso</a>. E não apenas faz isto, mas também ensina muçulmanos através da Bíblia porque Jesus os ama e como esta pronto a perdoá-los e recebê-los em sua família, não importa o que tenham feito.</p>
<p style="text-align: justify;">Imaginem que esta é uma mensagem que combina elementos perigosos. Um website da Al Qaeda recentemente colocou sua cabeça prêmio, oferecendo como  recompensa, segundo a <a class="snap_shots" title="CBN" href="http://www.cbn.com/">Christian Broadcasting Network</a> (aquela do Clube 700), uma quantia próxima a 60 milhões de dólares pela sua morte. Apenas a título de comparação, o governo americano oferece uma recompensa de &#8220;apenas&#8221; 25 milhões pela captura de <strong>Osama Bin Laden</strong>. Um Jornal árabe recentemente declarou-o como <em>&#8220;Inimigo Público nº1 do Islam&#8221;</em>. Por que <em>radicais muçulmanos</em> desejam a morte de um sacerdote septuagenário da igreja Cóptica? Porque este idoso senhor está em guerra contra os radicais, e está vencendo.</p>
<p style="text-align: justify;">O seu programa tornou-se um <em>hit</em> de audiência no mundo muçulmano. É reapresentado quatro vezes por semana em árabe através de um canal via satélite chamado <a class="snap_shots" title="Al Hayat" href="http://www.alhayat.com/" target="_blank">Al Hayat </a>(“TV Vida”), que consegue driblar todas as formas de censura nos países onde o sinal é captado. Pode ser assistido no Norte da África, Oriente Médio, Asia Central, América do Norte, Austrália e Nova Zelândia. Não apenas <em>pode</em> ser visto, como de fato <em>é</em> assistido (segundo estimativas) por cerca de 50 milhões de muçulmanos por dia. Ao mesmo tempo, desde 2003 em seus  <a class="snap_shots" title="Father Zacaria.Net" href="http://www.fatherzakaria.net/" target="_blank">websites</a>,  Botros recebe milhões de cliques, onde os visitantes podem assistir aos vídeos e ler seus <a title="Livros Sermões e Estudos" href="http://www.fatherzakaria.net/books.htm" target="_blank">sermões e estudos em múltiplos idiomas</a>. Eles podem participar também de uma sala de bate-papo onde podem fazer perguntas, receber aconselhamento e esclarecer dúvidas conversando com muçulmanos convertidos, que entendem muito bem as dúvidas e questionamentos dos que vão às salas de chat. Por causa disto, o ancião é odiado por milhões. Quando Botros desafia teólogos muçulmanos a refutar as suas afirmações, milhões esperam para saber o que estes dirão. Contudo <a class="snap_shots" href="http://br.youtube.com/watch?v=FehTvk3MW_0&amp;feature=related" target="_blank">as raras respostas </a>giram a maioria das vezes em torno de ataques pessoais ao sacerdote. Quanto mais o atacam, mais ele se torna conhecido. Quanto mais conhecido, mais pessoas procuram ouvir o que ele tem a dizer. E quanto mais ouvem, mais chegam a conclusão de que ele está certo em suas afirmações. Numa entrevista recente Botros afirma que aproximadamente 1.000 muçulmanos oram recebendo a Jesus como salvador todos os meses ao telefone com os conselheiros. Alguns fazem isto ao vivo com Botros. E isto é apenas a ponta do iceberg, pois não há conselheiros nem linhas telefônicas suficientes para a demanda de chamadas. Muitos líderes árabes cristãos acreditam que Deus está usando Botros no maior movimento de conversões dentro do mundo muçulmano já visto na história da cristandade. Botros por outro lado, recusa-se a aceitar qualquer crédito, afirmando que ele é apenas uma voz num movimento de milhões.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas ele está empolgado com os momento vivemos.  Ele mesmo afirma ver a cada dia mais conversões do que nunca antes, e que deseja continuar pregando o evangelho enquanto o Senhor Jesus lhe conceder fôlego. <a title="João 3:16" href="http://livro.de/jo/3/16" target="_blank">&#8220;Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo aquele que n&#8217;Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna&#8221;</a>. Este é o texto que move o sacerdote. Ele acredita firmemente que Deus ama o mundo inteiro, incluindo cada muçulmano. Ele acredita que qualquer que creia no Senhorio de Jesus, - seja judeu ou muçulmano - receberá a vida eterna. Não acredita que todos os muçulmanos sejam fanáticos, mas acredita que todos os muçulmanos estão espiritualmente perdidos, e ele desesperadamente deseja ajuda-los a encontrar o caminho de perdão e reconciliação com o Deus que os criou e ama.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;<em>Eu creio que isto é a mão de Deus</em>&#8220;, afirma Botros. &#8221; <em>Ele esta dirigindo-me. Ele me mostra o que falar. Ele me mostra o que escrever&#8230; nos websites. Ele está me mostrando mais e mais como usar a tecnologia para alcançar as pessoas com a sua mensagem de redenção.</em>&#8220;</p>
<p style="text-align: justify;">A despeito da (tosca) grade de programação durante as madrugadas na Tv pública brasileira e  do discurso comum dos meus colegas blogueiros, continuo acreditando que nivelar pela média, é jogar fora o bebê junto com a   água da banheira. Tem muita coisa boa acontecendo por ai, e o reino de Deus é maior que a  chamada  igreja evangélica brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, (e sem ofensas, por favor) eu tenho é a impressão de que esta história de que método &#8220;x&#8221; não funciona mais, método &#8221; y&#8221; é melhor,  é uma grande balela de que quem não evangeliza de jeito nenhum e quer encontrar desculpas para justificar a sua passividade.  Aproveite o momentâneo desconforto para (pelo menos) orar por Botros e seu ministério. Como diria o <a title="Pavablog" href="http://www.pavablog.blogspot.com" target="_blank">Pava</a>, pronto falei.</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços.</p>
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		<title>Sobretudo quando chove.</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Sep 2008 18:13:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<category><![CDATA[Gerson Borges]]></category>

		<category><![CDATA[Saudade]]></category>

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		<description><![CDATA[Se apenas uma escolha me restasse,
eu levaria o pôr-do-sol,
ou se uma só herança me bastasse,
um rouxinol
que cantasse a dor das distâncias
e curasse essa saudade
a me invadir enquanto eu canto,
sobretudo quando chove.
Se toda a poesia, numa palavra,
eu ficaria com &#8220;jardim&#8221;
e, um tipo só de arbusto ali se lavra,
o alecrim,
concentrando o cheiro do longe,
acalmando essa saudade
a me invadir enquanto eu canto,
sobretudo quando chove.
E chove, e chove, chove sem parar,
enquanto eu canto, canto,
ao te esperar.
Se cada vez que eu penso no teu rosto,
vento virasse um vendaval,
desabaria o céu com muito gosto,
que temporal!
Tormenta no ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se apenas uma escolha me restasse,<br />
eu levaria o pôr-do-sol,<br />
ou se uma só herança me bastasse,<br />
um rouxinol<br />
que cantasse a dor das distâncias<br />
e curasse essa saudade<br />
a me invadir enquanto eu canto,<br />
sobretudo quando chove.</p>
<p>Se toda a poesia, numa palavra,<br />
eu ficaria com &#8220;jardim&#8221;<br />
e, um tipo só de arbusto ali se lavra,<br />
o alecrim,<br />
concentrando o cheiro do longe,<br />
acalmando essa saudade<br />
a me invadir enquanto eu canto,<br />
sobretudo quando chove.</p>
<p>E chove, e chove, chove sem parar,<br />
enquanto eu canto, canto,<br />
ao te esperar.</p>
<p>Se cada vez que eu penso no teu rosto,<br />
vento virasse um vendaval,<br />
desabaria o céu com muito gosto,<br />
que temporal!<br />
Tormenta no mar da memória,<br />
rimando com essa saudade<br />
a me invadir enquanto eu canto,<br />
sobretudo quando chove.</p>
<p>A todos os queridos que estão longe, temos muitas saudades.<br />
Penso em vocês quando ouço esta música de <strong>Gerson Borges</strong>, que é parte do Cd <strong><a title="A Volta do Filho Pródigo" href="http://www.vpc.com.br/commerce/website/loja_detalhes.asp?loja_cat=3&amp;loja_sub=51&amp;loja_item=1046" target="_blank">A Volta do Fílho Pródigo</a></strong>.</p>
]]></content:encoded>
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		<itunes:subtitle>Se apenas uma escolha me restasse,
eu levaria o pocirc;r-do-sol,
ou se uma soacute; heranccedil;a me bastasse,
um rouxinol
que cantasse a dor das distacirc;ncias
e curasse essa saudade
a me ...</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Se apenas uma escolha me restasse,
eu levaria o pocirc;r-do-sol,
ou se uma soacute; heranccedil;a me bastasse,
um rouxinol
que cantasse a dor das distacirc;ncias
e curasse essa saudade
a me invadir enquanto eu canto,
sobretudo quando chove.

Se toda a poesia, numa palavra,
eu ficaria com "jardim"
e, um tipo soacute; de arbusto ali se lavra,
o alecrim,
concentrando o cheiro do longe,
acalmando essa saudade
a me invadir enquanto eu canto,
sobretudo quando chove.

E chove, e chove, chove sem parar,
enquanto eu canto, canto,
ao te esperar.

Se cada vez que eu penso no teu rosto,
vento virasse um vendaval,
desabaria o ceacute;u com muito gosto,
que temporal!
Tormenta no mar da memoacute;ria,
rimando com essa saudade
a me invadir enquanto eu canto,
sobretudo quando chove.

A todos os queridos que estatilde;o longe, temos muitas saudades.
Penso em vocecirc;s quando ouccedil;o esta muacute;sica de Gerson Borges, que eacute; parte do Cd A Volta do Fiacute;lho Proacute;digo.</itunes:summary>
		<itunes:keywords>Muacute;sica</itunes:keywords>
		<itunes:author>adriano.estevam@go-genesis.com</itunes:author>
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		<title>De volta ao começo</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 19:46:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
O outono esta chegando por aqui. E com ele  mais uma escola GENESIS em Lausanne. Dez anos atrás, vim a este lugar pela primeira vez para participar deste mesmo curso. Era a sua primeira turma. Muita coisa aconteceu desde então. Agora, junto com Carmen e Heitor, volto a esta mesma casa, para coordenar o curso onde um dia fui aluno. Para mim isto é uma grande honra.
A base da JOCUM  em Lausanne é um lugar cheio de memórias históricas. Remexendo algumas fotos antigas no arquivo aqui do escritório ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.estevam.org/wp-content/uploads/2008/09/chale.jpg"><img class="size-medium wp-image-189 aligncenter" title="chale" src="http://www.estevam.org/wp-content/uploads/2008/09/chale.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O outono esta chegando por aqui. E com ele  mais uma escola GENESIS em <a title="Ywam Lausanne" href="http://www.ywamlausanne.com" target="_blank">Lausanne.</a> Dez anos atrás, vim a este lugar pela primeira vez para participar deste mesmo curso. Era a sua primeira turma. Muita coisa aconteceu desde então. Agora, junto com Carmen e Heitor, volto a esta mesma casa, para coordenar o curso onde um dia fui aluno. Para mim isto é uma grande honra.</p>
<p style="text-align: justify;">A base da JOCUM  em Lausanne é um lugar cheio de memórias históricas. Remexendo algumas fotos antigas no arquivo aqui do escritório e achei algumas lâminas interessantíssimas do final da década de 60, como por exemplo uma onde aparece Corie Ten Boom com seu inconfundível &#8220;coqui&#8221; ensinando a um grupo de alunos aqui neste mesmo prédio. Muitos outros também ensinaram aqui&#8230; <strong>Irmão andré, Francis Schaeffer, Oz Guinness, Duncan Campbell</strong>, que veio a falecer enquanto ensinava aqui em 1972, quando eu nem era nascido.</p>
<p style="text-align: justify;">A próxima escola será, ao que tudo indica um grupo pequeno. No máximo 5 alun(A)s. Isto mesmo, até agora, mulheres apenas. Por outro lado a minha equipe resume-se a Carmen, Heitor  (ele tb conta né? ) e mais um outro obreiro natural de Barbados no Caribe. Mais alunos do que isso nos deixaria em situação complicada.</p>
<p style="text-align: justify;">A <a href="http://www.go-genesis.com" target="_blank"><strong>Escola GENESIS</strong></a> é um programa de desenvolvimento de liderança, com duração de três meses. Nele treinamos missionários na utilização de ferramentas de tecnologia e comunicação, especialmente videoconferência, no contexto de missões. Se você está se perguntando como é possível fazer isto, leia meu artigo sobre <a title="Zakaria Botros e a Mídia" href="http://www.estevam.org/nao-alcancados/botros-e-a-midia" target="_blank">Zakaria Botros</a>. E tem mais, não é nenhuma novidade&#8230; já fazemos isto a mais de 10 anos.  Durante o curso, além de toda a carga técnica, tratamos sobre Liderança e Pioneirismo, Comunicação Transcultural, Fundamento Bíblicos em Educação, Integridade e o modelo de Deus para comunicação entre outros temas.</p>
<p style="text-align: justify;">Estamos com uma expectativa boa no coração. Será um outono de dias corridos, e intensos, mas sinto que bons frutos surgirão desta empreitada. Ore com a gente, e se quiser saber mais escreva pra nós. Será um prazer manter você informado das boas nóticias.</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Não há morte sem dor</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 18:31:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Uma visão antropológica sobre a prática do infanticídio indígena no Brasil]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.estevam.org/wp-content/uploads/2008/09/hakanibanner.jpg"><img class="size-medium wp-image-218 aligncenter" title="Hakani" src="http://www.estevam.org/wp-content/uploads/2008/09/hakanibanner.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Por Ronaldo Lidório</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Neste artigo pretendo abordar o infanticídio indígena como fato social e expor as teorias antropológicas que fundamentam as idéias de apoio e oposição a tal prática no meio acadêmico. Farei uma tentativa de olhar também para o fato em si, do ponto de vista humano, daquele que o pratica ou experimenta, suas razões e cenário. Por fim darei sugestões sociais para sua interpretação e possíveis reações, através de um diálogo construtivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Infanticídio vem do latim infanticidium e significa objetivamente “morte de criança” nos primeiros anos de vida. Ao longo da história, foi aplicado a ambientes de morte induzida, permitida ou praticada, pelos mais variados motivos, normalmente sociais e culturais.</p>
<p style="text-align: justify;">Fortes expõe a prática do infanticídio entre os Gauleses, nos primeiros séculos, como forma de regular o equilíbrio numérico entre os clãs[i] e, após quase 2 milênios compara tal prática com os Tallensi de Gana, África, em nossos dias. Na China, é elevado o índice de aborto de meninas, fato também encontrado no norte da Índia e tribos minoritárias da Indonésia. Entre os Konkombas de Gana a prática do infanticídio está ligada à sobrevivência[ii]. Em anos de seca, em que o acesso à alimentação é limitado, as crianças mais fracas e especialmente as enfermas (sobretudo as deficientes) podem não ser alimentadas devidamente, gerando desnutrição e morte. No Brasil indígena Cardoso de Oliveira nos fala sobre o antigo costume Tapirapé de matar a quarta criança, regulando assim o número máximo de três filhos por casal[iii]. Bamberger nos relata sobre o uso de uma planta da família das simarubáceas (Simaroubaceae) como anticoncepcional ou abortivo pelas mulheres Caiapó[iv] e Crocker relata sobre o infanticídio praticado pelos Bororo a partir de sonhos ou impressões de mau augúrio antes do parto[v]. Com base no Censo Demográfico de 2000, pesquisadores do IBGE constataram que para cada mil<br />
crianças indígenas nascidas vivas, 51,4 morreram antes de completar um ano de vida, enquanto no mesmo período, a população não-indígena apresentou taxa de mortalidade de 22,9 crianças por cada mil. Há poucas pesquisas objetivas sobre o assunto.</p>
<p style="text-align: justify;">O infanticídio, portanto, não é um fato isolado nem mesmo reside em um passado distante. É uma experiência atual e demanda, em si, uma avaliação antropológica isenta de partidarismo ou remorsos, que venha a observar este fato e suas implicações sociais para aqueles que o experimentam bem como os que o observam.</p>
<p style="text-align: justify;">A Antropologia possui diversas formas de abordar práticas e costumes em um povo específico. Conseqüentemente, isso permite diferentes formas de interpretar uma cultura. A respeito do infanticídio (aceito, induzido ou estimulado em um grupo) há principalmente duas correntes teóricas que avaliam o fato, por ângulos distintos.</p>
<p><strong>O relativismo ético-cultural</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, é basicamente o relativismo cultural, em confronto com os fundamentos da universalidade ética, que tem gerado os argumentos para as discussões em torno do infanticídio indígena.</p>
<p style="text-align: justify;">O relativismo cultural, inicialmente desenvolvido por Franz Boas e com base no historicismo de Herder, defende que bem e mal são elementos definidos em cada cultura.  E que não há verdades universais visto que não há padrões para se pesar o comportamento humano e compará-lo a outro. Cada cultura pesa a si mesma e julga a si mesma. A mutilação feminina, portanto, não poderia ser avaliada como certa ou errada, mas sim aceita ou rejeitada socialmente, de acordo com o olhar da cultura local sobre este fato social. Para o relativismo radical não há valores universais que orientem a humanidade, mas valores particulares que devem ser observados e tolerados. E assim, em sua compreensão de ética, o bem e o mal são relativos aos valores de quem os observa e experimenta.</p>
<p style="text-align: justify;">A grande contribuição do relativismo foi abrandar a arrogância das nações conquistadoras e gerar uma visão de tolerância cultural, especialmente nos encontros interculturais. Boas se contrapunha ao evolucionismo de Tylor, Frazer e Morgan que viam na civilização ocidental o estágio evoluído da humanidade, enquanto as nações e povos não ocidentais, “sub-evoluídos”, buscariam no ocidente um modelo humano de moral e organização. Conseqüência desta positiva contribuição do relativismo foi a fomentação da idéia de igualar o valor humano, indistinto de sua língua, cultura e história. Herder defendia que toda moral define seus valores no Volksgeist (literalmente espírito do povo), e entende que cada povo define seu próprio Geist, fazendo com que cada grupo possua valores sociais únicos e incomparáveis. Era uma reação ao Iluminismo que defendia os princípios universais de justiça, sobretudo na França.</p>
<p style="text-align: justify;">O relativismo radical, porém, torna as culturas estáticas e estanques e as pretere de transformações autônomas, mesmo as desejadas e necessárias. Paradoxalmente, ele produz um forte etnocentrismo que se contrapõe à todo e qualquer processo de mudança ou transformação. Para estes a moral se enraíza na cultura e não na humanidade, rompendo assim com qualquer possibilidade de avaliação ou emissão de juízo sobre práticas ou costumes do outro. O bem é o bem permitido na cultura, cultivado por ela. O mal é seu oposto. Enquanto o infanticídio é parte do mal entre os espanhóis pode ser parte do bem entre os Yanomami, desde que esta seja a ótica de cada um sobre este fato social. Este relativismo, praticado de forma radical, incapacita o indivíduo, qualquer indivíduo, de propor mudanças em sua própria cultura por entender a cultura como um sistema estático e imutável, um universo a parte, pressupondo que as presentes normas culturais são perfeitas em si. Nasce daí o purismo antropológico, que enxerga todo elemento cultural como relevante e absoluto, todo costume como funcional e toda prática como algo justificável, sem necessidade de avaliação ou contraste, mesmo pelo próprio povo.</p>
<p><strong>A fundamentação da universalidade ética</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A defesa da fundamentação da universalidade ética, por outro lado, pressupõe que os homens, povos e culturas fazem parte de uma sociedade maior que é a sociedade humana. E esta possui, em si, valores universais de moralidade como a dignidade, sobrevivência do grupo e busca pela continuidade da vida individual. Sérgio Rouanet nos diz que mudanças podem ser necessárias no caso de grupos materialmente carentes ou regidos por normas e instituições de caráter repressivo. E que também tais mudanças devem ser conduzidas levando em conta a autonomia e interesse das populações[vi]. Ele nos diz que “a antropologia comunicativa&#8230; opondo-se ao relativismo puro acredita que a mudança através do contato intercultural é possível e desejável”[vii].</p>
<p style="text-align: justify;">Para Roberto Cardoso a mudança é possível se percebida sua necessidade e deve ser processada no interior de uma comunidade intercultural de argumentação[viii]. Ele se baseia no etno-desenvolvimento que, na declaração de San José (1981) é “o fortalecimento da capacidade autônoma de decisão de uma sociedade culturalmente diferenciada para orientar seu próprio desenvolvimento e o exercício da autodeterminação”.</p>
<p style="text-align: justify;">O valor desta fundamentação da universalidade ética é reconhecer que o homem, mesmo distinto e disperso compartilha valores inerentes. Pressupõe que fazemos parte de uma aldeia global e que, portanto, temos a ganhar no intercâmbio das idéias e valores. Que este intercâmbio, ao contrário de ser nocivo e etnocida, é construtivo. Que todo diálogo pode transmitir conhecimento aplicável em um contexto paralelo. É preciso compreender que o diálogo, praticado com base no respeito mútuo, é construtivo. Irá gerar um ambiente de avaliação da vida, necessário a todo o homem, visto que a cultura não é estática e muito menos a história.</p>
<p style="text-align: justify;">Rouanet expõe que “o homem não pode viver fora da cultura, mas ela não é seu destino, e sim um meio para sua liberdade. Levar a sério a cultura não significa sacralizá-la e sim permitir que a exigência de problematização inerente à comunicação que se dá na cultura se desenvolva até o telos do descentramento”. Este argumento nos leva a compreender que os conflitos são universais, tais como a morte, o sofrimento, a discriminação ou a repressão. E perante estes conflitos podemos compartilhar a mútua experimentação na busca de soluções internas. Ao conversar com um índio Tariano no Alto Rio Negro, após prolongada sessão de perguntas sobre o processo tradicional Tária de sepultamento, ele concluiu dizendo que “como vocês brancos devem também saber, não há morte sem dor”. A dor, universal, resultado de conflitos e mazelas também universais, pede soluções internas que devem ser compartilhadas em um diálogo construtivo.</p>
<p><strong><br />
A unicidade humana e sua capacidade de transformação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se por um lado o ambiente colabora para identificarmos os conflitos partilhados, o desenvolvimento de idéias únicas, e iniciativas incomparáveis e pioneiras, define o homem em sua essência. Konkombas e Bassaris, no nordeste de Gana, África, possuem 1.200 anos de história de convivência e partilha ambiental, mas observamos as fórmulas de parentesco divergirem rigorosamente. Os primeiros são endogâmicos (casam-se somente entre si) enquanto o segundo grupo pratica a exogamia (casam-se exclusivamente com pessoas de fora de seu circuito de parentesco) como valor chave para sua interação sociocultural.</p>
<p style="text-align: justify;">Recorremos, portanto, às palavras de Laraia quando diz que “a grande qualidade da espécie humana foi a de romper com suas próprias limitações: um animal frágil, provido de insignificante força física, dominou toda a natureza e se transformou no mais temível dos predadores. Sem asas, dominou os ares; sem guelras ou membranas próprias, conquistou os mares. Tudo isto porque difere dos outros animais por ser o único que possui cultura”[ix]. A unicidade humana, sua capacidade de iniciar novas coisas, desenvolver idéias e reconstruir o comportamento social o destaca do restante dos seres. Apesar da cultura abrigar o homem e encaminhá-lo em sua vida, é o homem quem a define. Uma simples idéia, um grito ou uma iniciativa pode mudar o rumo do grupo, alterar suas crenças fundamentais e gerar distinções sociais. Dentre diversas capacidades inerentes ao homem, uma delas é a de transformação social.</p>
<p style="text-align: justify;">Brzezinski nos alerta que “a cultura vai se tornar a linha divisória do debate sobre a liberdade e os direitos humanos. (&#8230;) Rejeita a noção de direitos humanos inalienáveis com base no fato de que essa noção reflete uma perspectiva ocidental bastante provinciana”[x]. Como conseqüência do relativismo radical, parte da Antropologia brasileira possui nítida dificuldade em emitir qualquer julgamento ao que se apresenta como culturalmente definido, rotulando assim todo questionamento endereçado a uma prática ou costume, em um determinado ambiente cultural, como falta de aceitação ou intolerância. A ausência de diálogo e escambo intercultural privará diversos povos de soluções internas que precisarão encontrar daqui a 30 ou 40 anos, levando-os a olhar para trás e nos julgar, pela nossa omissão.</p>
<p style="text-align: justify;">O machismo, na América Latina, embora seja cultural, é atacado e limitado por políticas públicas que vêem neste elemento cultural um dano ao próprio homem e sociedade. O jeitinho brasileiro, que patrocina a corrupção e tolerância de pequenos delitos, apesar de ser resultante de elementos também culturais não deixa de ser compreendido como nocivo ao homem. Como tal não é aceito pela sociedade como desculpa para a continuidade de práticas danosas à vida. O mesmo poderíamos falar a respeito do racismo. Nestes três casos a universalidade ética é evocada e aceita de forma geral pela sociedade e os direitos humanos são reconhecidos. Porque que não no caso de elementos culturais nocivos à vida, em contexto indígena? Isto me leva a aceitar a especulação de Maquiavel de que a guerra do vizinho nos incomoda menos do que nosso pequeno conflito familiar.</p>
<p style="text-align: justify;">Como parte de um grupo de trabalho que estudou o infanticídio em Gana, no noroeste africano, entre 1995 e 1999, percebi que apesar das motivações para tal prática serem extremamente distintas de grupo a grupo, a morte, qualquer morte, causava sofrimento. Entre os Kassena, o infanticídio era motivado pelo desejo de se fortalecer o clã central, de chefia. Entre os Bassari, pelo desejo de aplacar a fúria dos espíritos causadores do nascimento de crianças deficientes. Entre o povo Konkomba por motivações de subsistência, privilegiando as crianças mais fortes na alimentação diária. Porém, nenhum destes grupos, ou qualquer outro sobre o qual tenhamos estudado, vê o infanticídio como uma prática construtiva, mas sim uma solução interna a partir de uma realidade social danificada. Esta cosmovisão local poderia ser comprovada a partir do conseqüente sofrimento experimentado.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Santa Isabel do Rio Negro, no ano de 2006, observei uma moça Yanomami à procura de ajuda no hospital local. Esmurrava seu ventre aparentemente tentando interromper sua gravidez no sétimo mês de gestação. Um enfermeiro local, comentando o fato, anunciou que nada se podia fazer, pois era uma atitude cultural, uma escolha compreendida apenas dentro do universo Yanomami. Mais adiante, interessado em observar o caso de perto, consultei seu irmão que a acompanhava ao hospital. Este claramente me confirmou que aquela gravidez era indesejada pelo grupo e, portanto, poderia ser interrompida. A escolha, apesar de ser de sua irmã, não aconteceria sem a pressão do grupo. Enquanto grávida, ou mesmo após ter a criança, ela não poderia transitar livremente pela aldeia e nem no seio da família, sofrendo privações. Ao explicar as motivações culturais para tal ato, tanto os temores como as limitações sociais definidas, ficou claro que todas as partes envolvidas compartilhavam certo grau de sofrimento. A moça, que esmurrava seu ventre, não o fazia sem indignação. O grupo, que a pressionava, o fazia nutrido pelo medo e tradição. O irmão, que a acompanhava, se sentia impotente e confuso. Apesar das diferentes cores que pintam nossos valores culturais, tão plurais, compartilhamos dos mesmos sofrimentos humanos e sociais.</p>
<p><strong>Nossa história, nosso peso</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não podemos negar que a postura antropológica brasileira, não intervencionista, é influenciada também pela culpa coletiva pelo passado, pela forma desastrosa como os indígenas foram julgados e condenados. Postura semelhante se viu na Alemanha pós-nazista que, de uma xenofobia causticante, se extremou por algum tempo nos caminhos de uma tolerância radical ao diferente, qualquer diferente, mesmo o nocivo socialmente.</p>
<p style="text-align: justify;">Calcula-se que havia 1,5 milhão[xi] de indígenas no Brasil do século 16, os quais, irreparavelmente, somam hoje não mais de 350 mil. Infelizmente, essa realidade etnofágica vai muito além das estatísticas e das palavras, pois é composta por faces, vidas, histórias e culturas milenares, as quais têm sofrido ao longo dos séculos a devassa dos conquistadores, a forte imposição econômica e perdas sociais tremendas. Permita-me redefinir os termos desta afirmação em uma impressão coletiva. Os conquistadores não são os outros. Somos nós.</p>
<p style="text-align: justify;">A sociedade indígena ainda vive hoje sob o perigo de extinção. Não necessariamente extinção populacional, mas igualmente severa, quando se perde língua, história, cultura e direito de ser diferente e pensar diferente convivendo em um território igual.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Lévi-Strauss, a perda lingüística é um dos sinais de declínio de identidade étnica e decadência de uma nação. Ao observarmos tal sinal, percebemos quão desolador é o cenário. Michael Kraus afirma que 27% das línguas sul-americanas não são mais aprendidas pelas crianças[xii]. Isso significa que um número cada vez maior de crianças indígenas perde seu poder de comunicação a cada dia.</p>
<p style="text-align: justify;">Aryon Rodrigues estima que, na época da conquista, eram faladas 1.273 línguas,[xiii] ou seja, perdemos 85% de nossa diversidade lingüística em 500 anos. Luciana Storto chama a atenção para o Estado de Rondônia, onde 65% das línguas estão seriamente em perigo por não serem mais aprendidas pelas crianças e por terem um ínfimo número de falantes. Precisamos perceber que a perda lingüística está associada a perdas culturais complexas, como a transmissão do conhecimento, formas artísticas, tradições orais, perspectivas ontológicas e cosmológicas.</p>
<p>Perante tal realidade somos levados a observar o passado e defender uma postura radicalmente não intervencionista, não dialógica, no presente. No subconsciente talvez estejamos tentando minimizar o risco de outros erros. Porém não percebemos que esta omissão apenas há de contribuir para a ausência de soluções de subsistência, seja numérica, lingüística ou cultural, dos povos indígenas do Brasil. Não devemos evitar o diálogo, mas sim a subversão. Não devemos nos omitir da busca coletiva pela solução de conflitos, mas sim evitar a imposição em reações que não sejam autônomas. Ao participar da construção do ambiente que gera o dano devemos também participar da busca pelas soluções.</p>
<p><strong>Os direitos humanos universais e o infanticídio</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Declaração Universal dos Direitos Humanos aprovada pela ONU em 1948 promulga que “todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos”[xiv]. Afirma também que “toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e segurança pessoal”[xv]. Continua declarando que “todos são iguais perante a lei e têm o direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei (&#8230;) contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação”[xvi]</p>
<p style="text-align: justify;">A conferência Mundial sobre Direitos Humanos (1993), fórum preparatório para as declarações de Túnis (1992), Bangladesh (1993) e a Conferência de Viena, discutiram e alertaram para o perigo do relativismo radical como teoria embasadora para a avaliação de práticas e costumes culturalmente definidos. O ministro das relações exteriores da Indonésia, em 14 de junho de 1993, afirmou, na Declaração de Bangkok, que “não viemos a Viena (&#8230;) para defender um conceito alternativo de direitos humanos, baseado em alguma noção nebulosa de relativismo cultural como falsamente acreditam alguns”. O vice-ministro das relações exteriores do Irã, em 18 de junho de 1993, declarou que “os direitos humanos, sem sombra de dúvida, são universais (&#8230;) e não podem estar sujeitos ao relativismo cultural”. O vice-ministro das relações exteriores da República Socialista do Vietnã, em 14 de junho de 1993, observou que “os direitos humanos são, ao mesmo tempo, um padrão absoluto de natureza universal e uma síntese resultante de um longo processo histórico (&#8230;) universalidade e especificidade são dois aspectos orgânicos dos direitos humanos inter-relacionados, que não se excluem, mas coexistem e interagem”.[xvii]</p>
<p style="text-align: justify;">A Declaração de Viena, aprovada pela Conferência Mundial dos Direitos Humanos, rejeitou o relativismo cultural radical e defendeu a universalidade ética, mesmo sujeito ao pluralismo de culturas e cosmovisões. No parágrafo 5º da Declaração de Viena lemos que “todos os direitos humanos são universais, indivisíveis, interdependentes e inter-relacionados (&#8230;). Embora particularidades nacionais e regionais devam ser levadas em consideração, assim como os diversos contextos históricos, culturais e religiosos, é dever dos Estados promover e proteger todos os direitos humanos e liberdades fundamentais, sejam quais forem seus sistemas políticos e culturais”[xviii].</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A antropóloga Keila Pienezi expõe que “O Estado tem um papel muito importante e não pode se omitir sobre ele, que é o de garantir o direito à vida e às condições para as crianças crescerem e terem acesso à cidadania. Isso pode ser feito por meio de diálogo com as diferentes etnias que nós temos no País”[xix].</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns fatos dialógicos positivos em contexto inter-cultural podem ser ressaltados. O primeiro advém da ação da FUNASA no tratamento de enfermidades básicas entre as populações indígenas no Brasil, entre elas a malária. Apesar dos grupos indígenas não abandonarem, em grande parte, sua forma natural de tratamento, um número expressivo de grupos indígenas reconhece e utiliza hoje o tratamento anti-malarial proposto pela FUNASA para os casos de malária reconhecidos por eles e pelos seus agentes de saúde. Tal atitude dialógica presta um serviço necessário e vital. Salva vidas e não agride os povos. Se em algum momento tal agressão for observada, deve-se mais à abordagem do que à proposta. No Alto Rio Negro e ao longo do Rio Solimões tenho observado todas as etnias procurando e valorizando o acesso ao tratamento deste mal reconhecidamente causador de sofrimento humano, a despeito de sua diversidade lingüística e cultural, e mesmo das diferentes soluções internas que cada grupo historicamente propõe para o tratamento da malária em seu universo.</p>
<p style="text-align: justify;">O segundo fato dialógico nos é fornecido por Cardoso de Oliveira e trata-se da prática do infanticídio entre os Tapirapé. O processo se dava na eliminação do quarto filho, limitando assim cada família a, no máximo, três filhos. A ação de freiras católicas para assegurar a sobrevivência do indivíduo que nasce bem como do grupo, que corria risco de extinção (chegou apenas a 54 indivíduos) se deu através do diálogo e não da imposição. A argumentação das freiras, aceita finalmente pelo grupo, se baseava na valorização do próprio grupo, e seu gradual enfraquecimento, com o infanticídio. Cardoso de Oliveira nos expõe que a decisão de extinção do infanticídio se deu em um círculo culturalmente definido, autônomo, não induzido. Neste caso os Tapirapé aceitaram o argumento da razão humana, social e cultural. Observo, portanto, que nas mudanças necessárias que envolvem risco de sobrevivência, subsistência e dignidade, os povos tendem a repensar seus valores com base nos efeitos objetivos sobre o próprio grupo, aceitando o argumento mais forte que privilegie sua sobrevivência.</p>
<p style="text-align: justify;">O terceiro fato dialógico nos é exposto por Edson e Márcia Suzuki[xx], co-fundadores da ONG ATINI (Voz pela Vida), que, atendendo ao apelo dos pais colaboraram com a retirada de dois bebês da tribo Suruwahá em 2005 para tratamento apropriado em São Paulo. A retirada dos bebês os liberava do sacrifício por iniciativa da comunidade Suruwahá. Iganani, uma das crianças, chegou a ser deixada na mata para morrer mas foi resgatada pela mãe, por convencimento da avó. Tititu, a outra criança, quase foi flechada pelo pai que decidiu levá-la aos “brancos” a procura de ajuda. A mãe de Iganani chama-se Muwaji e explicitou seu desejo por ajuda. Desejava, a despeito da prática comunitária de seu grupo, preservar a vida da sua filha. Os Suzukis, durante cerca de 20 anos vivendo entre os Suruwahá, contabilizam cerca de 28 casos de infanticídio no grupo. Este fato social (a preservação da vida por iniciativa indígena, de crianças que seriam sacrificadas na comunidade por iniciativa dos próprios indígenas) abriu um precedente ético e comportamental entre os Suruwahá. É possível que percebam o que Pritchard chama de possibilidade de solução. Quando um povo, pela iniciativa de uma idéia ou ato, repensa suas soluções para o sofrimento e as adequa a práticas mais humanizadoras na cosmovisão do próprio grupo. A ATINI também tem sido promotora da conscientização sobre o direito à vida em cerca de 50 etnias em nosso país através das cartilhas sobre os direitos humanos aplicados ao universo indígena[xxi].</p>
<p style="text-align: justify;">Devemos reconhecer o direito de todo povo de dialogar com outros povos a respeito do sofrimento e suas soluções. De compreendê-las, compará-las e decidir sobre qual solução tomar.</p>
<p style="text-align: justify;">Devemos reconhecer o direito de todo indivíduo de levantar-se contra os valores culturais experimentados e propor novas alternativas, sobretudo nos casos em que há dano à vida, à dignidade e à subsistência.</p>
<p style="text-align: justify;">Devemos reconhecer que nenhuma cultura é estática ou isolada da sociedade humana. E que, pertencente a esta, partilha também os mesmos sonhos e conflitos. Que a ação dialógica, sob o manto da autonomia de cada povo, trás benefícios humanos que não estancam a vivência cultural pois práticas aceitas na atualidade remontam a decisões passadas por critérios próprios ou adquiridos.</p>
<p style="text-align: justify;">Que o Estado brasileiro deve tratar o infanticídio indígena de forma ativa, informando e dialogando com as sociedades indígenas em nosso país a respeito das alternativas para solução deste conflito interno, que isente a morte das crianças. Que garanta o direito de vida, criação e dignidade dos indivíduos, independente de seu segmento étnico.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Ronaldo Lidório</strong> é Teólogo e doutor em Antropologia. Membro da American Anthropological Association. Pastor presbiteriano e membro da APMT e Missão AMEM. Consultor e autor de projetos de direitos humanos e reorganização social pós-guerra em Gana, África, entre 1995 a 1999.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Notas de Rodapé</strong></p>
<p><em>[i] Fortes, M, 1940, The Political System of the Tallensi of the Northern Territories of the Gold Coast, London: Oxford University Press.</em></p>
<p><em>[ii] Lidorio, R. Artigo: Cultural identity and religious phenomenology among the Konkomba people. Accra - Journal of Anthropology. Vol 12, 2000.</em></p>
<p><em>[iii] Cardoso de Oliveira, Roberto. “A situação atual dos Tapirapé”. Boletim</em></p>
<p><em>do Museu Paraense Emílio Goeldi, N Série, Antropologia 3. Belém. 1959.</em></p>
<p><em>[iv] Bamberger, Joan. Ethnobotanical notes on simaba in Central Brazil.</em></p>
<p><em>Botanical Museum Leaflets 21: 59-64. Cambridge: Harvard University. 1963.</em></p>
<p><em>[v] Crocker, Jon Christopher. Vital Souls: Bororo Cosmology, natural symbolism</em></p>
<p><em>and shamanism. The University of Arizona Press. 1985.</em></p>
<p><em>[vi] Rouanet, Sergio Paulo. Artigo: Ética e antropóloga. Revista Estudos Avançados. Edição 10, set./dez 1990.</em></p>
<p><em>[vii] Rouanet. Sergio Paulo. Op. Cit.</em></p>
<p><em>[viii] Cardoso de Oliveira, Roberto. A questão Étnica: qual a possibilidade de uma ética global? Arizpe, Lourdes (Org.). As Dimensões Culturais da Transformação Global: uma abordagem antropológica. Brasília. UNESCO, 2001.</em></p>
<p><em>[ix] Laraia, Roque de Barros. Cultura, um conceito Antropológico. Zahar Editor. 1997</em></p>
<p><em>[x] Brzezinski, Z. The new chalenges to human rights. Journal of Democracy, v.9, n.2, Apr. 1995, p. 4</em></p>
<p><em>[xi] Antropólogos da ALAB falam em 5 milhões.</em></p>
<p><em>[xii] Krauss, Michael. The world’s languages in crisis.</em></p>
<p><em>[xiii] Rodrigues, Aryon. Línguas indígenas — 500 anos de descobertas e perdas.</em></p>
<p><em>[xiv] Artigo primeiro – Declaração Universal dos Direitos Humanos. 1948.</em></p>
<p><em>[xv] Artigo terceiro – Declaração Universal dos Direitos Humanos. 1948.</em></p>
<p><em>[xvi] Artigo sétimo – Declaração Universal dos Direitos Humanos. 1948.</em></p>
<p><em>[xvii] Symonides, Janus (Org). Direitos Humanos – Novas dimensões e desafios. UNESCO. 2003, pg 57.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>[xviii] Symonides, Jauns (Org.). Op. Cit.: pg 59.<br />
[xix] Keila M Pienezi, defendendo a criação de políticas públicas e fiscalização contra o assassinato de crianças após o parto – infanticídio.<br />
[xx] Etnolingüistas, com mestrado em lingüística indígena pela Universidade Federal de Rondônia. Missionários da JOCUM e pesquisadores.<br />
[xxi] As cartilhas “O direito de viver” (série Os direitos da Criança) bem como a cartilha “Fara me ati amake me nafi me hirihi nabonehe” (Declaração dos direitos humanos, adaptada para o contexto indígena).</em></p>
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		<title>Blogagem Coletiva -  Li e gostei em Fev/08</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 19:10:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Este início de ano nas minhas andanças pela Blogosfera, deparei-me com alguns textos inspiradores. Vários, aliás. Sem desmerecer os outros, igualmente belos, quero aqui indicar três de diferentes autores e sabores.
O primeiro deles no Não Analisa não, da Sara Toledo, tratando da Pseudo Intelectualidade. De forma bem humorada ela lista maneiras de tornar-se um mala especialista em coisa nenhuma.
O Felipe Fanuel,  em seu Blog escreveu este interessante texto sobre o sono da religião que não paga o preço da insônia face às injustiças deste mundo. O Cristianismo de Jesus não ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>Este início de ano nas minhas andanças pela Blogosfera, deparei-me com alguns textos inspiradores. Vários, aliás. Sem desmerecer os outros, igualmente belos, quero aqui indicar três de diferentes autores e sabores.</div>
<div>O primeiro deles no <a href="http://felipefanuel.blogspot.com/" target="_blank">Não Analisa não</a>, da <span style="font-weight: bold">Sara Toledo</span>, tratando da <a title="Como ser um Pseudo Intelectual" href="http://felipefanuel.blogspot.com/2008/02/sobre-o-dormir.html" target="_blank">Pseudo Intelectualidade</a>. De forma bem humorada ela lista maneiras de tornar-se um mala especialista em coisa nenhuma.</div>
<div>O <span style="font-weight: bold">Felipe Fanuel</span>,  em seu <a title="Sobre o Dormir" href="http://felipefanuel.blogspot.com/2008/02/sobre-o-dormir.html" target="_blank">Blog</a> escreveu este interessante texto sobre o sono da religião que não paga o preço da insônia face às injustiças deste mundo. O Cristianismo de Jesus não dorme o sono da alienação, mas &#8220;trabalha até agora&#8221;.</div>
<div><span style="font-weight: bold">João Lemos</span>, em <a title="Remonstrante" href="http://remonstrante.blogspot.com/" target="_blank">Remonstrante</a>, escreveu este lúcido artigo entitulado, &#8220;<a title="A Fraqueza do Arminianismo" href="http://remonstrante.blogspot.com/2008/02/fraqueza-do-arminianismo.html" target="_blank">A fraqueza do Arminianismo</a>&#8220;, não sobre o sobre o infindável debate Calvino x Arminio, mas enfatizando a necessidade da comunidade arminiana conhecer melhor o que afirma crer, entendendo seus fundamentos bíblicos mais profundos, ao invés de escolherem o arminisnismo apenas por serem contrários ao conceito de predestinação calvinista.</div>
<div>Claro tem outros, muitos outros&#8230; Visite <a title="Blogosfera Cristã" href="http://blogosferacrista.wordpress.com/" target="_blank">www.blogosferacrista.wordpress.com</a>, e conheça os outros blogs da comunidade. Tem muita gente boa por lá.</div>
<div>Abraços</div>
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		<title>Verdades e Mentiras</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Feb 2008 15:21:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Qual é a primeira coisa que você ensina a alguém que deseja aprender a ler e escrever? ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">Qual é a primeira coisa que você ensina a alguém que deseja aprender a ler e escrever? Tempos Verbais? Figuras de linguagem? advérbios? A menos que você esteja aprendendo uma língua não fonética, acredito que você  começaria pelo alfabeto. Não dá para aprender a escrever em português sem conhecer cada uma das letras.</div>
<div style="text-align: justify;">E para alguém que deseja aprender matemática? Por onde você começaria? Múltiplos divisores comuns? Raiz quadrada? Sistemas? Não. Conhecer os numerais, é fundamental para entender a matemática. Primeiro aprendemos os números, depois a contar, e depois as operações matemáticas.</div>
<div>E sobre pintura? Por onde começar? Pelo impressionismo? Também não. Aprendemos primeiro as cores, depois as cores básicas, e depois as demais técnicas e estilos.</div>
<div style="text-align: justify;">E quanto a música? Por onde começamos? Claro, pelas notas musicais e seus respectivos sons. Não dá pra tocar uma obra de Bach sem dominar esta informação.</p>
<p style="text-align: justify;">Creio que você entendeu o que quiz dizer. Eu dei exemplos de fundamentos. Eles existem para todas as esferas da sociedade. São peças de informação que definem todo o restante. Por exemplo, aprender a contar errado, fará com que toda e qualquer operação matemática construída a partir dela seja errada, muito embora você até acredite que esteja fazendo a operação de forma correta e diligente. O mesmo vale para o alfabeto, trocar o som do &#8220;r&#8221;pelo &#8220;l&#8221; fará de você um eterno &#8220;cebolinha&#8221;.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">Especialmente no que diz respeito a cultura, nossa civilização insiste em relativizar certos fundamentos. Por exemplo, você ja ouviu alguém dizer: &#8220;<em>esta é a sua verdade, não a minha.</em>&#8221; ? Por certo que sim. Acontece que a verdade não é relativa, e sim constante. Nada começa sendo verdade, e termina sendo mentira ou vice-versa. Nada é parte verdade. Verdade e Mentira são estados absolutos que não se mesclam, como água e óleo. Podem até ocupar o mesmo recipiente, porém um jamais assume as propriedades do outro.</p>
<div><strong> A grande razão dos problemas de nossas sociedades, é que mudamos os valores fundamentais verdadeiros que são responsáveis pela saúde de nossa cosmovisão, por outros falsos, que constroem uma visão atrofiada, injusta, decaída e parcial do universo.</strong></div>
<p>Estes valores falsos, são distorções dos verdadeiros, algumas vezes tão sutís que passam despercebidos aos olhos de muitos. Eles acabam sempre gerando idéias, atitudes, comportamentos e até tradições, no meio do grupo.</p></div>
<p>Deixem-me dar alguns exemplos:</p>
<div style="text-align: justify;"><strong>A Qualidade de vida é superior a Vida.</strong><br />
Uma sociedade comprometida com a vida, estará empenhada em sua proteção e manutenção de forma ampla e incondicional, ao passo que uma sociedade comprometida com qualidade de vida esta empenhada em sentir-se bem a qualquer custo. Para evangelho, a vida é um bem sagrado. Enquanto a proteção a vida é altruísta e visa o bem comum, a qualidade de vida é egoísta e visa o próprio bem estar. Ela abre espaço para a eutanásia, aborto, seleção genética e tantas outras práticas que propôem livrar o indivíduo ou mesmo o grupo de um possível desconforto.</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Alguns homens são superiores a outros. </strong><br />
Este valor fundamentado na mentira permitiu que nossas sociedades por séculos aceitassem escravatura e estimulassem a sua prática.  O subterfúgio moral que justificava a prática era de que os escravizados eram menos humanos que os escravizadores.  E hoje ainda, este valor está enraizado em nossas culturas, afirmando que alguns indivíduos jamais serão capazes disto ou daquilo pois são inferiores, seja intelectualmente, seja socialmente. Este pensamento inspira práticas paternalistas, que embora tragam certo alívio a alguns problemas sociais, não solucionam suas causas. A Bíblia por outro lado, ensina que todos os indivíduos foram criados segundo a imagem e semelhança de Deus,  são portadores do seu fôlego de vida, merecedores de respeito, e igualmente capazes de fazer n&#8217;Ele todas as coisas.</div>
<p align="justify"><strong>O Macho é superior a Fêmea.</strong><br />
Uma mentira presente em todas as sociedades de formas ligeiramente diferentes. Em alguns círculos sociais prevalece a mentira de que o macho, é superior, mais capaz ou mais inteligente. Certas religiões orientais que acreditam em reencarnação, afirmam que se um homem cometer muitos pecados nesta vida, em punição na próxima existência retornará como uma mulher. E ainda  que:  se você nasceu mulher deve sofrer como mulher neste ciclo para que possa retornar como homem na próxima vida. Um dos costumes numa cerimônia de casamento tradicional nepale, é o de a noiva lavar os pés de seu marido e em seguida beber a água usada. Esta tradição apenas exemplifica o tipo de relacionamento que aguarda os dois, onde o marido é superior, e a esposa não possue qualquer dignidade.<br />
O outro lado é o do movimento feminista radical, que ensina que a mulher e o homem são iguais e possuem os mesmos direitos. Mas como uma mulher se torna igual ao homem, para o movimento feminista? Fazendo tudo o que um homem faz. Em outras palavras, para este movimento, não ha dignidade em <strong>ser</strong> mulher. Esta, para ter valor, precisa <strong>fazer</strong> o que faz um homem, tornando-se como homem. Em ambos prevalece a mesma mentira, de que o macho é superior pelo que faz.<br />
A Bíblia por outro lado, ensina que macho e fêmea foram formados a imagem de Deus igualmente dignos por serem o que são: Homem e Mulher. Ambos mordomos da criação, ambos espelhos da glória de Deus, e proclamadores do seu Reino.</p>
<div style="text-align: justify;">A Biblia ensina que há um <em>patrocinador</em> para estas mentiras que apresentei acima. Este patrocinador é <a title="João 8:44" href="http://www.bibliaonline.com.br/acf+asv/jo/8/44+" target="_blank">especialista na prática da mentira</a>, e sabe muito bem como apresentá-la a sociedade de forma tal, capaz de enganar a muitos. Seu nome é <em>Satanás</em>, e ele não é a figura mitológica de<em> chifre e rabo</em> que pintaram pra você. Você pode até <em>ainda</em> não acreditar na sua existência, mas será complicado negar as suas obras. Ele é uma criatura astuta completamente comprometida em destruir o seu futuro. A Bíblia diz que ele mente não apenas a indivíduos, mas também a <a title="Apocalipse 20:7-8" href="http://www.bibliaonline.com.br/acf+asv/ap/20/7-8+" target="_blank">nações inteiras</a>.</div>
<p align="justify">Não pensem por exemplo que a corrupção no Brasil é um problema apenas do governo Brasileiro. É um problema do brasileiro. A corrupção existe porque aprendemos a cultivá-la. Enquanto nação, acreditamos na mentira de que não é possível prosperar com honestidade, que sempre há um jeitinho mais fácil e rápido, que o mundo é dos espertos.<br />
Quando estas mentiras, ocupam o lugar da verdade em nossa cosmovisão, a justiça cede lugar a injustiça, o direito a corrupção, e a prosperidade a pobreza.</p>
<div style="text-align: justify;">A boa notícia é que você não precisa deixá-lo fazer isto. Pouco importa o que fizeram você acreditar até hoje, a Bíblia diz que o <a title="João 8:32" href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/jo/8/32+" target="_blank">conhecimento da verdade nos libertá</a>. A verdade a que me refiro não é uma filosofia, ou idéia. Jesus Cristo se apresenta como o <a title="João 14:6" href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/jo/14/6+" target="_blank">caminho, a verdade e a vida</a>. É deste conhecimento fundamental da verdade que você precisa.</div>
<p>C.S. Lewis disse que “<em>Não há campo neutro no universo. Cada polegada, cada milésimo de segundo, é reivindicado por Deus e reivindicado por Satanás</em>&#8220;. Acredite, não há meio termo. Ou você opta pela verdade ou pela mentira.<br />
Escolha seu lado.</p>
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		<title>Requiem</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Feb 2008 17:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Conheci o Moisés em 1997, curiosamente na Colômbia. Cai de paraquedas numa conferência Sulamericana da Jocum, onde acontecia paralelamente uma reunião da liderança Nacional da JOCUM no Brasil. Eu era um jocumeiro recém saído da ETED, ainda imaginando o que a vida missionária me reservaria. Apresentaram-me Moisés como o diretor de King&#8217;s Kids no Brasil. Ele foi simpático, perguntou o que estava pensando do meu futuro em missões, e eu contei como ainda estava descobrindo como ia ser. Falei que estava pensando em trabalhar com Mercy Ships, que era um ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>Conheci o Moisés em 1997, curiosamente na Colômbia. Cai de paraquedas numa conferência Sulamericana da Jocum, onde acontecia paralelamente uma reunião da liderança Nacional da JOCUM no Brasil. Eu era um jocumeiro recém saído da ETED, ainda imaginando o que a vida missionária me reservaria. Apresentaram-me Moisés como o diretor de King&#8217;s Kids no Brasil. Ele foi simpático, perguntou o que estava pensando do meu futuro em missões, e eu contei como ainda estava descobrindo como ia ser. Falei que estava pensando em trabalhar com Mercy Ships, que era um ministério da Jocum, na época. Ele respondeu prontamente: <em>&#8220;Rapaz, Mercy Ships lá dá futuro pra ninguém ??&#8221;</em> E riu. <em>&#8220;Venha trabalhar com King&#8217;s Kids!&#8221;</em>, e  foi logo me apresentando a visão do ministério. Naquela época, eu achava que não era necessariamente a melhor pessoa para trabalhar com Crianças e adolescentes. Não julgava que tivesse habilidades para isto, pois somente depois vim aprender que neste negócio, habilidade é a menor de nossas preocupações. Conversamos e rimos bastante. Esta seria apenas a primeira vez que ririamos juntos. Nas minhas andanças pelo país, estive na sua casa algumas vezes, primeiro num pequeno apartamento na Casa Restauração em Belo Horizonte e por último, anos depois em Pitangui na Base que ele pioneirou voltada ao trabalho com King&#8217;s Kids no Brasil.</div>
<div>Este é a memória mais antiga que tenho dele. De fato, não me lembro de ter conhecido homem mais manso. Sim, manso no sentido mais apropriado da palavra, pois nunca o ví como alguém passivo. Alguma vezes presenciei-o compartilhando seus pontos de vista sobre certas situações de forma contundente e desafiadora.</div>
<div>Mesmo tendo declinado ao seu convite de trabalhar com KK em nosso primeiro encontro, devo muito ao seu ministério. Ele foi de várias maneiras responsável pelo envolvimento de Carmen com missões, seja através das campanhas de King&#8217;s Kids, ou ainda tendo recomendado a Ela que fosse tabalhar em Fortaleza em 1998. E vejam só, foi lá que nos conhecemos e nossas vidas mudaram de rumo. De lá prá cá estivemos juntos, Carmen e Eu em várias campanhas e acampamentos e eu descobri quão apaixonante é a visão do ministério.</div>
<div>A última lembrança que tenho dele é de um abraço de despedida em Belo Horizonte, alguns dias antes de viajarmos. Tomamos café com pão de queijo, e rimos das coisas boas da vida. Falamos sobre o futuro, e ele contou como havia acabado de comemorar 25 anos de vida missionária. Moisés sofreu um acidente de automóvel na manhã do dia de nossa viagem, um dia depois de sua festa 15 anos de uma de suas filhas. Veio a falecer alguns dias depois.</div>
<div>Ouvi alguém dizer que a medida que os anos vão passando, o céu torna-se ainda mais interessante para quem almeja a eternidade. Não estou falando de ter vontade de morrer, mas de repentinamente perceber que a comunidade que aguarda o reencontro torna-se cada dia maior <em>na outra margem do rio</em>. Mas enquanto o reencontro não vem, oro e convido você a trabalhar comigo, para que esta geração revele outros homens como Moises Neves, mansos, íntegros e comprometidos com a estabelecimento do Reino de Deus na terra.</div>
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