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	<title>Jocumeiros &#187; Notícias</title>
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		<title>Tsunamis na última década</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Mar 2011 09:33:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Certamente você tem acompanhado as notícias do terremoto de 8.9 graus na Escala Ricther, que dias atrás  devastou o Japão. O abalo gerou um maremoto, ultimamente divulgado pela mídia através seu nome em Japonês &#8211; Tsunami. Ondas que atingiram até 10 metros devastaram casas e construções, inundando grandes áreas em cidades inteiras.
Como temos a memória curta, segue uma cronologia dos maiores eventos desta natureza nos últimos dez anos:
Em 23 de Junho de 2001 &#8211; 78 pessoas morreram por um Tsunami causado por um abalo de 8.4 graus no sul ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certamente você tem acompanhado as notícias do terremoto de 8.9 graus na Escala Ricther, que dias atrás  devastou o Japão. O abalo gerou um maremoto, ultimamente divulgado pela mídia através seu nome em Japonês &#8211; <em>Tsunami</em>. Ondas que atingiram até 10 metros devastaram casas e construções, inundando grandes áreas em cidades inteiras.</p>
<p>Como temos a memória curta, segue uma cronologia dos maiores eventos desta natureza nos últimos dez anos:</p>
<p><strong>Em 23 de Junho de 2001</strong> &#8211; 78 pessoas morreram por um Tsunami causado por um abalo de 8.4 graus no sul do Peru causando um prejuízo de quase U$ 300 milhões.</p>
<p><strong>Em 26 de Dezembro de 2004</strong> &#8211; um terremoto de 9.0 graus com epicêntro na Ilha de Sumatra, Indonésia, dispara um tsunami causando a morte de milhares de pessoas em vários países.</p>
<p><strong>Em 17 de Julho de 2006</strong> &#8211; um terremoto de 6.8 graus acontece na costa oeste da Ilha de Java, matando 668 pessoas e ferindo cerca de 1500 através do decorrente tsunami. Mais de 74.000 desbrigados.</p>
<p><strong>Em 02 de Abril de 2007</strong> &#8211; 50 pessoas morrem e milhares tiveram de ser evacuados nas Ilhas Salomão, quando atingida por tsunami causado por um terremoto de 8.0 graus.</p>
<p><strong>Em 29 de Setembro de 2009</strong> &#8211; Terremoto de 8.0 graus Ricther atinge a ilha de Samoa no Pacífico, causando tsunami e matando 184 pessoas.</p>
<p><strong>Em 04 de Janeiro de 2010</strong> &#8211; Dois tremores de terra atingindo 6.5 e 7.2 graus respectivamente atingem a parte ocidental das Ilhas Salomão. Varios tremores menores são sentidos em decorrência e um tsunami deixa cerca de 1000 desabrigados.</p>
<p><strong>Em 27 de Fevereiro de 2010</strong> &#8211; Terremoto com magnitude de 8.8 graus arrasa o Chile, deflagrando alertas de tsunami por toda a costa do Oceano Pacífico.</p>
<p><strong>Em 25 de Outubro de 2010</strong> &#8211; Pelo menos 509 pessoas morrem enquanto 21 são dadas como desaparecidas depois de um tsunami causado por terremoto de 7.2 graus abalar a ilha de Sumatra na Indonésia.</p>
<p>A <em>Escala Ricther</em> que vai até 10 foi criada em 1935 e embora não seja a única,  continua sendo amplamente utilizada para medir a magnitude de abalos sísmicos. Um abalo de escala 10 até hoje nunca foi registrado.</p>
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		<title>Muçulmanos podem chegar a 2.2 b em 2030</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Jan 2011 10:45:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
				<category><![CDATA[Missões]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo Muçulmano]]></category>

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		<description><![CDATA[Um recente estudo apontou que a população muçulmana global pode chegar a 2.2 bilhões de pessoas em 2030. Hoje estima-se que este grupo seja formado por 1.6 bilhão de pessoas.
A pesquisa feita pelo Pew Research Center&#8217;s Forum on Religion and Public Life em Washington aponta com estes números um crescimento de 35% nos próximos 20 anos com o Paquistão tornando-se a maior nação Islamica do mundo, posição hoje ocupada pela Indonésia.
Segundo estas projeções demográficas, em 2030 muçulmanos chegariam a 26,4% do total da população mundial, prevista para 8,3 bilhões.
O Instituto ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um recente estudo apontou que a população muçulmana global pode chegar a 2.2 bilhões de pessoas em 2030. Hoje estima-se que este grupo seja formado por 1.6 bilhão de pessoas.</p>
<p>A pesquisa feita pelo Pew Research Center&#8217;s Forum on Religion and Public Life em Washington aponta com estes números um crescimento de 35% nos próximos 20 anos com o Paquistão tornando-se a maior nação Islamica do mundo, posição hoje ocupada pela Indonésia.</p>
<p>Segundo estas projeções demográficas, em 2030 muçulmanos chegariam a 26,4% do total da população mundial, prevista para 8,3 bilhões.</p>
<p>O Instituto ainda aponta que em geral enquanto a população mundial cresce num percentual de 0,7 % ao ano a população muçulmana podem chegar a 1,5%. Os dados levam em consideração projeções demográficas dos últimos anos, não conversões. Estas últimas possuem taxas bem menores.</p>
<p>Veja o artigo original <a href="http://www.upi.com/Top_News/US/2011/01/27/2030-world-Muslim-population-put-at-22B/UPI-38251296131574/" target="_blank"><strong>aqui</strong></a>:</p>
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		<title>Nem mais uma palavra</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Feb 2009 18:31:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois da retirada das tropas Israelenses da faixa de Gaza, tive a impressão de que os pacifistas haviam entrado de férias. Nem mais uma palavra.
O Hamas por outro lado, não perdeu tempo: continuou lançando foguetes contra cidades Israelenses, mirando alvos civis. Felizmente (talvez graças a incompetência de sua artilharia), ninguém ficou ferido.  Os pacifistas por sua vez, silenciaram. Nem mais uma palavra.
Eu tenho certeza de uma  coisa: ao primeiro sinal de retaliação por parte de Israel, os pacifistas da mídia subitamente retornarão do limbo para publicar seus bem-redigidos artigos e ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Depois da retirada das tropas Israelenses da faixa de Gaza, tive a impressão de que os pacifistas haviam entrado de férias. Nem mais uma palavra.<br />
O Hamas por outro lado, não perdeu tempo: continuou lançando foguetes contra cidades Israelenses, mirando alvos civis. Felizmente (talvez graças a incompetência de sua artilharia), ninguém ficou ferido.  Os pacifistas por sua vez, silenciaram. Nem mais uma palavra.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu tenho certeza de uma  coisa: ao primeiro sinal de retaliação por parte de Israel, os pacifistas da mídia subitamente retornarão do limbo para publicar seus bem-redigidos artigos e posts  denunciando a intolerância israelense e o holocausto palestino.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje Israel anunciou que não irá aceitar o cessar fogo, caso o soldado isrealense mantido como refém pelo Hamas não seja libertado. O Hamas afirma que não liberta enquanto as fronteiras de Gaza não forem abertas.  Israel quer um cessar-fogo permanente. O Hamas por apenas 18 meses (!?),  podendo ser renovado.<br />
Vejamos se estou enganado.</p>
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		<title>Desproporcional</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jan 2009 20:43:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tenho acompanhado diariamente as notícias do conflito na Faixa de Gaza. Não apenas as notícias da mídia tradicional mas também os lampejos humanitários de meus companheiros blogueiros. &#8220;Massacre em Gaza&#8221;, &#8220;&#8221;Israel pode ter cometido crime de guerra&#8221;, &#8221; Reação israelense é desproporcional&#8221;, e tantos outras chamadas-denúncia passaram pelo meu leitor de RSS nos últimos dias.
Este conflito de reais proporções maiores, não começou agora. O Hamas tem repetidamente disparado morteiros e foguetes contra cidades Israelenses a partir da Faixa de Gaza nos últimos 08 anos. Enquanto Israel constrói abrigos para proteção ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho acompanhado diariamente as notícias do conflito na Faixa de Gaza. Não apenas as notícias da mídia tradicional mas também os lampejos humanitários de meus companheiros blogueiros. &#8220;Massacre em Gaza&#8221;, &#8220;&#8221;Israel pode ter cometido crime de guerra&#8221;, &#8221; Reação israelense é desproporcional&#8221;, e tantos outras chamadas-denúncia passaram pelo meu leitor de RSS nos últimos dias.</p>
<p>Este conflito de reais proporções maiores, não começou agora. O Hamas tem repetidamente disparado morteiros e foguetes contra cidades Israelenses a partir da Faixa de Gaza nos últimos 08 anos. Enquanto Israel constrói abrigos para proteção do seu povo, o Hamas propositadamente instala suas bases improvisadas de lançamento dentro de escolas e prédios civis, apenas para usar seus próprios irmãos mulheres e crianças como escudo humano.</p>
<p>Acredito que assim como o povo de Israel tem direito a uma terra que possa chamar de sua, o povo palestino também. Mas o que vejo é que o Hamas não deseja uma terra sua, mas sim a aniquilação do estado hebreu. Eles não vivem para estabelecer sua habitação, mas sim para eliminar Israel. Uma luta fundamentada nestas premissas não tem vida longa.</p>
<p>Por fim, concordo que a ofensiva militar é muito maior do que a capacidade de resposta do Hamas. Lamento a triste morte de tantos, e muito inocentes.  Mas pergunto-me o que seria uma resposta &#8220;proporcional&#8221; de Isreal. Uma briga de morteiros de um lado para o outro? Troca de homens-bomba? Seria esta uma resposta a altura, proporcional?</p>
<p>É uma ignorância desproporcional escrever e julgar sobre tais variáveis sem conhecer a realidade do conflito.<br />
Daqui, oro para que haja salam em Gaza,  e shalom em Israel. Mas &#8220;não como o mundo dá&#8221;.</p>
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		<title>Malas, viagens, mudanças</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Dec 2008 12:09:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carmen Estevam</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Viagens e mudanças são sempre cheias de imprevistos. Tudo que você pensa que pode colocar numa mala ou caixa, de repente, não cabe. E sua bagagem de mão fica alguns quilos mais pesada, mais sem jeito de carregar nos corredores e escadarias das diversas conexões, nas paradas do ônibus, onde você precisa descer com tudo na mão prá não correr o risco de ficar sem. Aquelas últimas coisinhas, o sabonete, a escova de dente, o chinelo, que acabam ficando para trás na hora de sair ou não cabendo no lugar ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Viagens e mudanças são sempre cheias de imprevistos. Tudo que você pensa que pode colocar numa mala ou caixa, de repente, não cabe. E sua bagagem de mão fica alguns quilos mais pesada, mais sem jeito de carregar nos corredores e escadarias das diversas conexões, nas paradas do ônibus, onde você precisa descer com tudo na mão prá não correr o risco de ficar sem. Aquelas últimas coisinhas, o sabonete, a escova de dente, o chinelo, que acabam ficando para trás na hora de sair ou não cabendo no lugar que você planejou. A expectativa do excesso de bagagem na hora do check in, o bagageiro de cima do ônibus que é muito pequeno e a mochila acaba indo embaixo da cadeira ocupando o precioso lugar onde você poderia esticar suas pernas enquanto tenta tirar um cochilo entre um sacolejo e outro, o carro super lotado, bagagens prá todo lado e ainda falta um espacinho para a caixa térmica com os lanches prá economizar nas paradas.</p>
<p>E lá vai Maria arrumando tudo, o bebê está para nascer, leva isso, não leva aquilo&#8230; pais de primeira viagem, e a colchinha do bebê não cabe na mala, mas a gente dá um jeito. Essa viagem inesperada no fim da gravidez, nem vai dar prá arrumar o quartinho dele.</p>
<p>Acomodados então, começa uma viagem daquelas com outros tantos imprevistos que acabam se tornando motivo de muito riso depois. As últimas horas repletas de expectativas e cansaço, parecem durar uma eternidade.</p>
<p>José já colocou as malas no bagageiro e ajeitou tudo para que sua mulher viaje confortável. Lá vai Maria, barriga pesada, anda um pouquinho, descansa um pouquinho, vai no banheiro, faz um lanchinho. E Belém parece que nunca chega.</p>
<p>Finalmente as luzes da cidade, a chegada, alguém esperando na rodoviária, a mala que não aparece na esteira, o endereço difícil de achar&#8230; ufa! Um banho para relaxar, comida quentinha, amigos, aconchego&#8230; a casa está meio suja, a mala não chegou, o atraso foi daqueles&#8230; mas o alívio da chegada já trás a sensação de uma etapa vencida.</p>
<p>De longe conseguem ver as luzes de Belém. Lá está a cidade, cheia de gente, todos chegando, procurando lugar prá dormir. Ninguém esperando pelo casal, nem cama quentinha, nem banho prá relaxar, e prá completar “chegou o tempo de nascer o bebê, e ela deu à luz o seu primogênito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lucas 2.6,7).</p>
<p>Com o tempo a gente se acostuma. Faz mala, arruma, encaixa tudo, carrega, desfaz, ajeita tudo de novo, mas é impossível mudar o significado da palavra imprevisto. E destes a gente não se livra, mesmo organizando tudo com antecedência. Há uns meses atrás a tão conhecida história do nascimento de Jesus me veio a mente enquanto eu terminava de arrumar o quarto para onde nos mudamos. E quando olhei para nossa cama, o berço do Heitor e seu cantinho de brinquedos, fiquei a imaginar o coração de Maria e de José naquela noite. É claro que eles queriam o melhor para seu primeiro filhinho, ainda mais sabendo quem ele era. Mesmo diante de todos os imprevistos, arrumaram uma “caminha”, a melhor que puderam encontrar, e com carinho colocaram ali seu bebê.<br />
Mas não existem imprevistos para Deus. Ele já tinha planejado aquilo tudo com antecedência, fazia parte do seu maravilhoso plano para nos resgatar. José e Maria estavam ali, dispostos a fazer parte deste plano também, prontos a enfrentar qualquer coisa para servi-lo. Prontos para fazer com que uma manjedoura se transformasse num lugar de revelação do amor de Deus ao mundo. Foi ali que os pastores viram, ouviram e saíram glorificando a Deus (Lucas 2.20).<br />
Quando terminei de arrumar tudo, olhei mais uma vez ao meu redor e meu coração encheu de alegria. O plano maravilhoso de Deus continua em ação. Há muitos que ainda não ouviram, nem viram. Eu não quero perder a oportunidade de trabalhar com Ele, quero fazer da minha “manjedoura” um lugar de revelação do Seu amor. Existe privilégio maior do que trabalhar com o Criador do Universo?</p>
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		<title>Quatro, quase sete</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 14:20:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não sei se você ja esteve numa sala de aula onde cada aluno vem de um pais diferente. Onde os professores também vem de países diferentes. E a equipe facilitadora também é formada por pessoas de nações diferentes. Pois bem. A Escola GENESIS que estamos liderando agora tem até o momento 4 alunos.  São respectivamente de Uganda,  Coréia do Sul, Suíça e África do Sul. Ainda existe a possibilidade de mais um alunos do Norte da África juntar-se ao grupo. Seu caso depende apenas do visto de entrada. Somos quatro, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Não sei se você ja esteve numa sala de aula onde cada aluno vem de um pais diferente. Onde os professores também vem de países diferentes. E a equipe facilitadora também é formada por pessoas de nações diferentes. Pois bem. A Escola GENESIS que estamos liderando agora tem até o momento 4 alunos.  São respectivamente de Uganda,  Coréia do Sul, Suíça e África do Sul. Ainda existe a possibilidade de mais um alunos do Norte da África juntar-se ao grupo. Seu caso depende apenas do visto de entrada. Somos quatro, talvez cinco num total de sete incluindo os obreiros</p>
<p style="text-align: justify;">Além disto, somos três brasileiros, Carmen e Eu + o Heitor (claro que ele também conta), e um outro obreiro natural de Barbados no Caribe. Cada comentário na sala vem carregado num sotaque diferente, cada perspectiva por um prisma cultural diferente. Uma experiência extremamente rica tanto para nós que estamos envolvidos na organização do programa da escola, quanto para os alunos participantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Estamos na quarta semana da escola, e ja tivemos aulas com várias pessoas, entre elas Joe Portale, pioneiro no ministério entre os países francofonos na África ocidental, e Paul Hawkins, antigo deão da faculdade de Educação da Universidade das Nações. Proxima semana, teremos Tom Bloomer,  membro do Team 4 que forma a presidência internacional da Universidade e seu atual reitor. Ele falará sobre Liderança de Transformação e o papel da UofN no trabalho de Discipular todas as Nações.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disto todos os dias passamos horas dissecando os pormenores do uso de videoconferência no ensino a distância e suas aplicações em missões. Estudamos os elementos fundamentais que devem formar uma sala de aula eletrônica,  maximizando o potencial de aprendizado, procurando entender o que a Bíblia tem a dizer sobre educação. Sem dúvida uma jornada de descoberta e conhecimento.</p>
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		<title>O que é o Ramadan?</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Nov 2007 13:05:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como um dos pilares do Islam, o jejum de Ramadan tem uma posição especial na vida religiosa muçulmana.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.estevam.org/wp-content/uploads/2008/09/ramadam.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-220" title="ramadam" src="http://www.estevam.org/wp-content/uploads/2008/09/ramadam.jpg" alt="" /></a></p>
<blockquote>
<p><em>&#8220;Atyab at-tihani bimunasabat hulul shahru Ramadan al-Mubarak. (Árabe)<br />
&#8220;As mais preciosas congratulações por ocasião da vinda do Ramadan.&#8221; Cumprimento muçulmano.</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Ramadan é um mês especial para mais de um bilhão de muçulmanos por todo mundo. É um período para reflexão, devoção a Alá, e auto-controle. Do nascer do sol ao ocaso, cada dia, por 30 dias eles se abstem de comida, bebida, fumo e sexo. A tradição também ordena abstenção de calúnias e fofocas, de usar perfume e até mesmo de ficar irritado ou olhar para alguma coisa ilegal.</p>
<p style="text-align: justify;">O nome Ramadan é derivado da palavra de orígem árabe <em>ramida</em> ou <em>ar-ramad</em>, que denota um calor causticante, aridez, especialmente no solo. Da mesma raiz vem <em>ramdaa</em>, que significa &#8220;<em>areia cozida pelo sol</em>&#8221; como no famoso provérbio : &#8220;<em>Kal Mustajeer minar ramadaa binnar</em>&#8221; &#8211; &#8220;<em>saltar da frigideira para o fogo</em>&#8220;. Alguns dizem que é assim chamado porque Ramadan incinera os pecados com as boas obras como o sol queima o solo.</p>
<p style="text-align: justify;">O jejum voluntário é uma recomendação feita aos muçulmanos, mas durante o Ramadan tornou-se uma obrigação. Como o quarto pilar da fé, o Ramadan é provavelmente a mais amplamente praticada de todas as formas muçulmanas de adoração. Todos os muçulmanos que sejam saudáveis e já alcançaram a puberdade são obrigados a jejuar. Para cada dia negligenciado, ou que não possa ser observado devido a doença, viagem, gravidez ou ciclo menstrual , o muçulmano é obrigado a compensar, seja fazendo um outro dia, ou alimentando os pobres. Algumas vezes os ricos pagam para outros jejuarem em seu lugar. Os velhos que estejam fracos ou doentes e aqueles portadores de doença mental não são obrigados a jejuar.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma refeição (<em>sahur</em>) é compartilhada na madrugada de preferência o mais perto do amanhecer, e, de igual modo, depois do pôr do sol (<em>iftar</em>), na quebra do jejum. A oração é feita minutos após o ocaso. Por causa do aspecto de que o Ramadan enfatiza aspectos comunitários, é comum entre os muçulmanos tomar o <em>iftar</em> juntos na mesquita da vizinhança e convidar amigos, parentes e vizinhos para as festas do <em>Iftar</em> que acabam tornando-se grandes banquetes.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante o Ramadan os muçulmanos são conclamados a fazer orações especiais à noite, chamadas <em>tarawih</em>. Consiste numa seqüência de vinte orações, geralmente feita coletivamente com o recitar do Alcorão completo o mês todo. Os últimos dez dias são considerados os mais importantes especialmente na vigésima sétima noite, <em>Laylat al-Qadr</em> &#8211; Noite do Poder ou das Revelações, durante a qual segundo a tradição, ocorreu a primeira revelação do Alcorão a Maomé. Para muitos muçulmanos devotos este período é marcado por uma intensidade espiritual elevada, e eles passam estas noites orando e recitando o Alcorão.</p>
<p style="text-align: justify;">O Ramadan é o nono mês do calendário lunar muçulmano. O começo do mês é baseado numa combinação de observações da lua, e cálculos astronômicos. A prática varia de local para local, de modo que alguns povos baseiam-se totalmente nas observações e outros nos cálculos. O calendário islâmico, sendo onze ou doze dias a menos que o gregoriano, migra entre as estações. O ciclo completo leva em torno de 35 anos. Em 2008 o Ramadan teve inicio no dia 2 de Setembro indo até o dia 2 de outubro.</p>
<p>No final do Ramadan existem três dias de celebração, chamado <em>Eid-ul-Fitr</em>, Festival da Quebra do Jejum.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos os anos intercedemos pelos povos muçulmanos ao redor do mundo durante a campanha de  31 dias de oração pelo mundo Muçulmano. No Brasil, a Jocum coordena a campanha através do Projeto Ismael no Rio de Janeiro. Um manual pode ser adquirido, contendo informações e dados para quem deseja saber especificamente sobe o que orar. Basta escrever para <a title="Projeto Ismael" href="mailto:projetoismael@jocumrio.org.br" target="_blank">projetoismael@jocumrio.org.br</a>.</p>
<p><strong>Bibligrafia </strong><br />
<em>30 Days Muslim Prayer Focus, 2000 Australia </em></p>
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		<title>O Profeta do Islam</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Nov 2007 12:52:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
				<category><![CDATA[Não Alcançados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Islam]]></category>
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		<category><![CDATA[Profeta]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem foi Maomé ? O que se sabe sobre o fundador de um dos maiores blocos religiosos do mundo ?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao contrário do que se imagina, nem todo árabe é muçulmano. De fato, apenas 18% dos Muçulmanos são árabes dentre a estimativa de um bilhão e duzentos milhões de pessoas.</p>
<p>A palavra &#8220;Islam&#8221; significa simplesmente submissão a Deus, e &#8220;muçulmano&#8221; ou submisso é aquele que segue as leis do Islamismo. A revelação do Islamismo foi dada a Maomé, e este é reverenciado pelos muçulmanos como o maior dentre todos os profetas. De fato &#8220;Maomé&#8221; não é apenas um nome, mas um título que significa &#8220;O louvado&#8221; ou ainda &#8220;digno de louvor&#8221;.</p>
<p>Os árabes são de origem semita. Identificados como descendentes de Ismael, filho de Abraão e Agar, não tinham unidade política. Viviam em tribos independentes, governadas por Xeques. Cada tribo tinha o seu próprio deus, ao qual se rendia culto num santuário comum, a Ka&#8217;aba, existente em Meca. Na Ka&#8217;aba encontravam-se 360 ídolos. O mais importante era a &#8220;pedra negra&#8221; um tipo de meteorito adorado pelas tribos. Além disto haviam mais de 124.000 profetas conhecidos na época.</p>
<p>Acredita-se que Maomé nasceu no ano 570 d.C. em Meca, uma cidade da atual Arábia Saudita. Seu pai, que morreu antes do seu nascimento, era membro do clã Hashim da poderosa tribo Quraysh. A mãe de Maomé, Amina, morreu quando ele tinha apenas 06 anos. Ele foi morar então com o seu avô, que era o guardião da Ka&#8217;aba, templo nacional do povo árabe. Infelizmente, dois anos mais tarde seu avô também morreu, e desde a idade de 08 anos, Maomé passou a ser criado por seu tio, Abu Talib, que era um negociante junto às grandes rotas de comércio em camelos.</p>
<p>Passou grande parte da juventude num tempo de agitação econômica e descontentamento concernente a vasta diferença entre os ricos e os pobres. Historiadores muçulmanos afirmam que mesmo quando menino, &#8220;Maomé já detestava a adoração a ídolos, e que levava uma vida moralmente pura&#8221;.</p>
<p>Maomé foi empregado por Khadija, uma viúva rica, para administrar a caravana mercante. Ficou conhecido como &#8220;Al-Amin&#8221;, o &#8220;Digno de Confiança&#8221;, e foi proeminente membro da associação mercante de Meca. Aos 25 anos casou-se com Khadija, com quem teve 6 filhos &#8211; todos mortos, exceto a filha caçula, Fátima. Maomé e Khadija foram casados durante 25 anos. Mais tarde depois da morte de Khadija, Maomé adotou a poligamia, casando-se com várias mulheres.</p>
<p>Aos 40 anos, ficou muito preocupado com a situação de seus compatriotas e gastou muito de seu tempo em meditação sobre assuntos religiosos. Durante sua vida Maomé conheceu muitos cristãos, sacerdotes e judeus. Muitas vezes buscou conselho de um monge jacobino que lhe ensinou vários aspectos dos costumes religiosos judaicos.</p>
<p>Durante o mês de Ramadan, que é o nono mês no calendário lunar muçulmano, Maomé retirava-se para uma caverna na encosta do Monte Hira, a aproximadamente 5 kilômetros de Meca. A tradição afirma que durante uma destas ocasiões que ele começou a receber revelações e instruções que acreditava serem do &#8220;arcanjo Gabriel&#8221;. Estes escritos formam a base do Alcorão (do árabe &#8220;al-Quram&#8221; = &#8220;o recitativo&#8221; ou &#8220;o discurso&#8221;). Foi em Meca ele começou a ensinar a nova religião mas fugiu de lá para Medina em 622, quando soube que a tribo Quraysh planejava acabar com a sua vida. O calendário muçulmano inicia no dia desta fuga, conhecida como Hijra (hégira).</p>
<p>Nessa altura o Islam afirmou-se não só como religião, mas também como comunidade organizada, muito embora o próprio Maomé afirmasse que o que ele pregava não era uma nova religião, mas a continuação da revelação que Deus tinha dado aos profetas do Antigo Testamento e a Jesus (que não considerava Filho de Deus, mas um grande profeta que devia ser obedecido).<br />
Maomé estabeleceu a constituição Medinense e instituiu o dogma da guerra santa. A idéia da &#8220;Jihad&#8221; surgiu quando Maomé se encontrava em Medina, depois da fuga de Meca. O profeta precisava de se defender dos habitantes de Meca e para isso precisava de organizar um exército, algo que exigia dinheiro.<br />
Mais tarde Maomé entrou triunfante em Meca. Destruiu os ídolos de pedra com excepção da &#8220;pedra negra&#8221;. Deu depois inicio à sua obra política. As tribos do deserto converteram-se ao credo de Alá unificando e consolidando o novo modelo de religião-estado.</p>
<p>Além do Alcorão, há o livro de Hadiths. O Hadiths compreende os ensinos de Maomé, e é tão importante quanto o Alcorão em todas as áreas da vida do muçulmano.</p>
<p>Maomé declarou que o Alcorão era a revelação final e superior do único e supremo Deus. Ele baniu a adoração aos ídolos e ensinou que a vida do muçulmano deve ser completamente submissa a Alá (Deus, em árabe), com abluções rituais antes das cinco vezes diárias de oração em direção a Meca. Sexta-feira foi o dia estabelecido para adoração coletiva na Mesquita, o templo muçulmano.<br />
Maomé morreu em 632 d.C. em Medina na Arábia Saudita, onde se encontram seus restos mortais&#8230;</p>
<p><strong>Bibliografia : </strong><br />
<em>Manual de Intercessão Pelo Mundo Muçulmano, PráMídia Publicações. 1998 </em></p>
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		<title>Hoje tive nojo</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jul 2007 05:49:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[3054]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje tive nojo dos números. Em meio ao Pan 2007,  batemos um recorde, cuja marca anterior já era nossa. Medalha de ouro pra nós. Em quinze anos, nos superamos seguidamente, aumentando os números de forma espantosa.  O maior desastre da aviação comercial sulamericana é nosso&#8230; Pulamos de 150 para mais de 180 vítimas. Esta medalha contudo, não estará nas capas de revista, nem no peito de nenhum atleta, e sim nas lembranças amargas de milhares de pessoas.




Hoje eu tive nojo da mídia. Da maneira inescrupulosa e sensacionalista de ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><strong>Hoje tive nojo dos números.</strong> Em meio ao Pan 2007,  batemos um recorde, cuja marca anterior já era nossa. Medalha de ouro pra nós. Em quinze anos, nos superamos seguidamente, aumentando os números de forma espantosa.  O maior desastre da aviação comercial sulamericana é nosso&#8230; Pulamos de 150 para mais de 180 vítimas. Esta medalha contudo, não estará nas capas de revista, nem no peito de nenhum atleta, e sim nas lembranças amargas de milhares de pessoas.</div>
<div><a title="Uol" href="http://ombudsmandouol.blog.uol.com.br/index.html#2007_07-18_16_13_59-124290566-0" target="_blank"></a></p>
<div><a title="Uol" href="http://ombudsmandouol.blog.uol.com.br/index.html#2007_07-18_16_13_59-124290566-0" target="_blank"></a></p>
<div><a title="Uol" href="http://ombudsmandouol.blog.uol.com.br/index.html#2007_07-18_16_13_59-124290566-0" target="_blank"><img src="http://www.estevam.org/wp-content/uploads/2007/07/070718home.jpg" alt="070718home.jpg" /></a></div>
</div>
<p><strong>Hoje eu tive nojo da mídia. </strong>Da maneira inescrupulosa e sensacionalista de como a desgraça das vítimas do vôo 3054 é retratada. Cada telejornal explora ao extremo as emoções do tele-espectador. As imagens, a música, os efeitos especiais&#8230; uma grande máquina de audiência ligada em potência máxima, como um grande reality show. Não me refiro apenas a TV. <strong>A UOL</strong> em sua <em>cobertura fantástic</em>a exibia fotos e mais fotos das chamas, e ainda anunciava aos internautas, &#8220;<em>Tirou fotos? Mande</em>!&#8221; como quem diz : &#8220;<em>Viu uma infelicidade pior? Um cadáver, uma perna arrancada?</em> <em>mande pra nós !</em> &#8221; O site chegou ao absurdo de publicar uma  foto-montagem grosseira enviada por algum meliante (sim, pois isto é obra de um criminoso) na página principal, como um &#8220;<em>flagra de internauta</em>&#8220;.</div>
<div><strong>Hoje tive nojo da natureza criminosa</strong> de alguns dos meus compatriotas.  Menos de 12 horas depois do desastre, já circulava um scam, de um falso e-mail da Tam, convidando curiosos a clicar num link para supostamente ver as fotos das cameras de segurança de congonhas no momento do acidente, para assim instalar um cavalo de tróia que possibilitaria o furto de senhas eletrônicas.</div>
<div><strong>Hoje tive nojo dos poderes públicos</strong>, do silêncio do executivo, da demagogia dos figurões da oposição que vêem na tragédia uma ótima oportunidade de  fazer política, e dos bajuladores governistas que dizem que não se pode  responsabilizar o governo por (mais) esta fatalidade. <strong>Culpa</strong> e <strong>responsabilidade </strong>são mundos diferentes. O governo, o presidente, o ministro da Defesa, a Infraero, todos estes são sim responsáveis pela tragédia, pois o poder que lhes foi concedido implica em responsabilidade. E  o pior&#8230; o grande freio de mão na tomada de atitudes enérgicas como interdição ou fechamento de Congonhas é o impacto econômico que isto causará para a grande metrópole&#8230; que precisa ficar mais rica&#8230; Será que precisaremos de mais uma medalha desta natureza?</div>
<div>Basta. Tenho nojo.</div>
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		<title>Padecendo no inferno mesmo</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jun 2007 00:04:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
				<category><![CDATA[De Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>

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		<description><![CDATA[Charles e Valéria nos mandaram este texto do João Ubaldo. Mais pertinente impossível&#8230;=)
por  João Ubaldo Ribeiro
Eu o conheço pouco. Ou talvez o conheça muito, embora não saiba de muitas coisas sobre ele. Ele tem seis filhos. Sei disso porque, no tempo em que eu andava solteiro e solitário por esses bares daqui, carregando dementemente um livro para ler numa mesa geralmente mal-iluminada, ele apareceu numa noite de quinta-feira e, desde essa noite, a gente sempre se via e batia papo. Na segunda dessas quintas-feiras, ele estava preocupado, exatamente porque ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Charles e Valéria nos mandaram este texto do João Ubaldo. Mais pertinente impossível&#8230;=)</p>
<p align="right"><em>por</em>  <em>João Ubaldo Ribeiro</em></p>
<div>Eu o conheço pouco. Ou talvez o conheça muito, embora não saiba de muitas coisas sobre ele. Ele tem seis filhos. Sei disso porque, no tempo em que eu andava solteiro e solitário por esses bares daqui, carregando dementemente um livro para ler numa mesa geralmente mal-iluminada, ele apareceu numa noite de quinta-feira e, desde essa noite, a gente sempre se via e batia papo. Na segunda dessas quintas-feiras, ele estava preocupado, exatamente porque ia nascer o sexto filho.</div>
<div>- Que bobagem &#8211; disse eu. &#8211; Ainda se fosse o primeiro, está certo que você ficasse preocupado. Mas o sexto, rapaz, vocês já são muito veteranos.<br />
- Aí é que você se engana &#8211; disse ele. &#8211; Toda vez eu sou calouro. É sempre uma novidade.<br />
- Claro &#8211; falei eu, imaginando que estávamos prestes a entrar num desses papos poéticos a que os cachaceiros em geral são habituados. &#8211; Sim &#8211; falei, caindo imediatamente no clima, pois sou de boa paz &#8211; é sempre uma experiência nova, a vida nunca se repete, é sempre um milagre novo. Mas o que eu queria dizer é que, apesar disso&#8230;<br />
- Não é nada disso &#8211; suspirou ele. &#8211; Eu entendo tudo isso, não é nada disso. Eu atribuo esse negócio à televisão. Quer dizer, pelo menos parcialmente eu atribuo.<br />
- O que é que você atribui à televisão?<br />
- Esse negócio de eu nunca estar preparado para o nascimento do filho. Cada um é diferente, quer dizer, o nascimento é diferente e o que se faz depois é diferente, eu não agüento mais, estou um farrapo nervoso, é isto o que eu estou: um farrapo nervoso!</div>
<div><span id="more-34"></span>E, de fato ele parecia um farrapo nervoso. Até a pessoa que nunca viu um farrapo nervoso reconhece um, quando o encontra. Mas ele tinha razão. O primeiro filho dele &#8211; contou &#8211; se chama Marcus Vinicius (foi da geração Marcus Vinicius &#8211; esclareceu ele &#8211; no dia em que ele nasceu, nasceram mais quatro Marcus Vinicius no mesmo andar da maternidade). Marcus Vinicius nasceu de parto programado. Naquele tempo estava tudo muito tecnológico e as pessoas consideravam um resquício de barbarismo esse negócio de as mulheres esperarem a calada da madrugada para sentir contrações, sair às carreiras para o hospital e assim por diante. Então programaram tudo, tacaram a anestesia, fizeram a coisa toda muito cientificamente.</div>
<div>- Mas aí ela mudou bastante &#8211; disse ele. &#8211; Eu notei quando ela deu para não raspar as pernas, nem raspar debaixo dos braços, e deu para andar com umas saias de pano esquisito, umas saias rodadas. Acho que foram umas reportagens que ela viu ou então essas baianadas mesmo, isto aqui é uma praga, a verdade é esta. Atribuo muito dessa coisa também a essa baianada esta é que é a verdade.<br />
- Mas isto influenciou o nascimento do filho seguinte?<br />
- Filha. Lua Jaciara. Claro que influenciou! Ela resolveu ter parto completamente natural, queria parir em casa, a menina nasceu que parecia mais um esqueleto, por causa da macrobiótica que ela fez. Felizmente que eu não vi nada, porque desmaiei. Eu tive de ficar de mãos dadas com ela e aí desmaiei com os urros que ela dava. Acho que isto também contribuiu para ela mudar de idéia. Quando ela ficou grávida de Serguei, já estava decidida a fazer parto sem dor.<br />
- E Serguei nasceu bem?<br />
- Nasceu, nasceu! Só não nasceu sem dor, tenho de reconhecer. Acho que ela não fazia a respiração direito, deve ter sido porque eu ficava tonto na hora de acompanhar a respiração dela, às vezes também desmaiava, como na vez do parto natural. Felizmente, quando ela ficou grávida de Alessandra, eu não tinha mais que segurar a mão ou respirar junto, eu tinha mesmo era de ajudar a filmagem, porque ela queria guardar um filme do parto, foi no tempo em que todo mundo filmava parto. Foi meio chato, porque eu não tenho equipamento, nem sei filmar, e então foi uma confusão de gente na hora do parto e até hoje eu não tenho uma cópia desse filme e o desgraçado que filmou pegou essas cenas e botou num curta sobre a seca do baixo São Francisco, numa simbologia do renascer da terra, não sei o quê, e todo mundo que vai ver esse filme vê minha mulher parindo e eu lá com cara de besta, de bonezinho de médico e tudo.<br />
- E daí em diante você teve de mandar filmar todos os partos?<br />
- Não. Huamac-Tupã nasceu com ela acocorada. Esse foi o pior, ela ali acocorada e o médico dizendo &#8220;não tenho nada com isso, desse jeito eu não faço&#8221;, isto porque nós estávamos veraneando e o menino resolveu nascer antes do previsto, visto, talvez de tanto ela se acocorar para treinar, e então tivemos que fazer o parto com o médico do posto mesmo, mas Maquinho &#8211; o apelido dele é Maquinho &#8211; nasceu direito. Quase cai de cabeça no chão, mas nasceu.<br />
Naquela quinta-feira, ele estava uma pilha, porque o próximo filho ia nascer no escuro (aliás, já nasceu e se chama João Paulo), com o acompanhamento de dois médicos: uma ginecologista amiga da mulher dele (que dizia que não garantia nada) e um obstetra amigo dessa ginecologista (que dizia que nunca tinha feito, mas garantia).</div>
<div>E hoje, quando o encontro por acaso numa barraquinha de cerveja e caranguejo aqui na praia da Pituba, ele me cumprimenta quase trêmulo. Vai ter o sétimo filho daqui a três meses. Parabéns, digo eu. Ah, diz ele, desta vez o menino vai nascer dentro d&#8217;água. Uma coisa eu lhe asseguro, diz ele, meus filhos sempre nascem na última moda. Neste sentido, nunca vão ter razão de queixa. Se for homem vai ser Charles, se for mulher vai ser Diana, diz ele.</div>
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